Emprego registra maior alta em janeiro desde 2005

O emprego na indústria em janeiro registrou alta de 2% na comparação com dezembro do ano passado, divulgou nesta quinta-feira a CNI (Confederação Nacional da Indústria). De acordo com a confederação, esta é a maior taxa de variação (na comparação com o mês anterior) da série histórica, iniciada em 2005.
Em janeiro, as horas trabalhadas tiveram uma leve alta de 0,6% e já acumulam cinco meses de expansão. Comparativamente ao mesmo mês de 2009, a alta foi de 3,8%.
O nível de utilização da capacidade instalada diminuiu ligeiramente em janeiro, para 81,4%, contra 81,5% em dezembro.
Em janeiro de 2009, o uso da capacidade estava em 77,8%.
De acordo com o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, apesar de algumas quedas, a atividade industrial brasileira segue uma trajetória de recuperação dos efeitos da crise financeira mundial.
“A comparação com 2009 é sempre positiva. Janeiro de 2009 foi o momento mais crítico, houve desaceleração das exportações, problemas de crédito que pararam bruscamente a produção de segmentos-chave da economia brasileira. A crise nos atrasou em um ano e meio, mas a expectativa é a de que a economia continue em expansão, afirmou.
Segundo o analista da CNI Marcelo de Ávila, a quantidade de horas trabalhadas demorou a mostrar crescimento e ainda registra queda de 5,6% na comparação com o mês de setembro de 2008, considerado o patamar pré-crise.
Ávila afirma que a queda de 16% na massa salarial em janeiro na comparação com dezembro não é alarmante. “Em janeiro sempre há queda nesse quesito. Nos meses de novembro e dezembro sempre há crescimento expressivo por causa do pagamento do 13º salário e gratificações. Esta é a menor queda desde janeiro de 2007, principalmente pela recuperação do emprego”, disse.
Os dados da CNI, no entanto, mostram que a utilização da capacidade instalada (UCI) da indústria brasileira, de 79,9% (dado dessazonalizado), ainda é baixa. Segundo o analista da CNI, ainda é possível aumentar a produção brasileira.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email