1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Inovação, discurso longe da prática

Iniciaremos nossa coluna refletindo sobre um tema de alta relevância para a competitividade de nossas organizações, mas que ainda não recebeu a devida prioridade por parte dos formuladores de políticas públicas em nosso Estado

Iniciaremos nossa coluna refletindo sobre um tema de alta relevância para a competitividade de nossas organizações, mas que ainda não recebeu a devida prioridade por parte dos formuladores de políticas públicas em nosso Estado.
No dia 15 de janeiro deste ano, o Diário Oficial da União publicou ato do Presidente Lula sancionando a Lei número 12.193 designando o dia 19 de outubro como o dia Nacional da Inovação. “Estou convencido de que o momento é de investimento em educação e inovação tecnológica e isso vai fazer toda a diferença para o crescimento e desenvolvimento do nosso país. Acredito que o Brasil está no caminho certo para se desenvolver e ganhar peso internacional no setor da inovação tecnológica”, disse o Presidente na segunda-feira do dia 25 de janeiro de 2010, durante o programa quinzenal “Café com o Presidente”.
O discurso inflamado do Presidente, de Ministros, Diretores de Fundações de Amparo a Pesquisa, de Secretários de C&T e de Reitores não encontrou nem encontrará eco prático no dia a dia da maioria de nossas organizações, enquanto eles não saírem de seus escritórios para irem ao encontro de representantes (empresários, pesquisadores, professores, especialistas, etc) de setores organizados da sociedade, a fim de coletivamente discutir sobre meios de fomentar a Inovação tecnológica no Brasil. Reconhecemos que houve avanços em algumas políticas públicas voltadas para a formação de RH e a popularização da C&T no país, mas enquanto os formuladores dessas políticas não forem capazes de ouvir e envolver a sociedade organizada, nosso país continuará perdendo competitividade global conforme demonstrado em pesquisas internacionais que são poucos divulgadas no Amazonas tais como as publicadas pelo World Competitiveness Yearbook (http://www.imd.org/) e a Boston Consulting Group (BCG – http://www.bcg.com/documents/file15445.pdf) .
Vendo os resultados de uma pesquisa internacional publicada em 2009 pela BCG e liderada por ANDREW, J.P, detectamos que o Brasil foi considerado o 72º país mais AMIGÁVEL À INOVAÇÃO dentre 110 países investigados, ou seja, enquanto que Singapura, Coreia do Sul e Suíça estão criando de forma participativa uma ambiência à inovação, nosso país está longe de ser exemplo neste quesito. Então o que fazer? AÇÃO e não palavras é o que precisamos urgentemente! E o primeiro passo é, nesse momento de definição política, o governante ter a sabedoria de colocar nas pastas de C&T, profissionais com vasta experiência em inovação, que falem mais de um idioma a fim de captar recursos no exterior, que tenham capacidade de liderar diversos atores para a formulação de um Planejamento Estratégico de Inovação para o Amazonas, mas acima de tudo, que saibam ouvir ideias, reconhecê-las e transformá-las em algo prático, útil, pois essa é a essência da inovação, o resto é só VELHAÇÃO POLÍTICA, e é isso o que temos presenciado no Amazonas.

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