Indústria tem maior queda no nível de emprego

Em fevereiro de 2014, a indústria de transformação do Amazonas apresentou um saldo negativo de -312 postos formais de trabalho segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados ontem (17). O desempenho da indústria foi o mais fraco para o período, entre oito setores pesquisados. No total foram 4.603 carteiras assinadas e 4.915 desligamentos.
De acordo com o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, este volume de demissões está dentro da normalidade para este período, que marca o término dos contratos sazonais. “É o fim dos contratos de mão de obra temporária. Perder 300 empregos em cima de 120 mil é uma flutuação normal”, avaliou Périco.
De fato, a justificativa se confirma quando analisados os dados de 2013. No mesmo período do ano passado, a variação foi de -295 empregos, com 4.333 admissões e 4.628 demissões no Estado.
Ele informou ainda que a expectativa de geração de empregos na indústria para o primeiro semestre continua positiva, principalmente pela euforia do setor eletroeletrônico por conta da Copa do Mundo.
Ainda segundo o Caged, a indústria tem resultado positivo de 152 novas vagas no acumulado de 2014 e 8.551 no acumulado dos últimos 12 meses.
Por Unidades da Federação, o Estado de São Paulo liderou a geração de emprego no país em fevereiro, com 77.928 novas vagas. Segundo os dados do Caged, esse foi o melhor resultado para o mês nos últimos três anos, o que representou expansão de 0,61% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Tal resultado foi oriundo principalmente da geração de empregos nos setores de serviços (+50.756 postos), da indústria de transformação (+12.563 postos), da administração pública (+6.545 postos) e do comércio (+6.160 postos). Santa Catarina também foi destaque no mês passado, com novos 27.891 empregos; assim como o Rio Grande do Sul, com 26.487 novas vagas Em contrapartida, Pernambuco perdeu 883 empregos no mês passado e o Maranhão eliminou 866 vagas.

Comércio
Também com fraco desempenho no mês passado, quando foi registrado saldo de -89 vagas, o comércio ganha destaque negativo no primeiro bimestre de 2014, apresentando a maior queda no nível de emprego entre os setores avaliados. Em janeiro e fevereiro foram fechados 1.157 postos de trabalho, também como reflexo da substituição de servidores temporários. Já no acumulado de fevereiro de 2013 a fevereiro de 2014 o saldo é de 5.333 empregos gerados.
A Construção Civil foi outro setor que mais demitiu do que contratou: – 110 empregos; e o setor de serviços foi o destaque positivo, com saldo de 458 novas vagas. Ao todo, foram gerados no Amazonas, em fevereiro, 16.607 novas vagas de trabalho, contra 1.532 perdas, um saldo positivo de 75 empregos.

Brasil
A expansão do emprego em fevereiro -com 260.283 novas vagas formais -representa uma reação no setor, destaca o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O número é do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado na tarde desta segunda-feira (17), pelo ministério. No acumulado de janeiro e fevereiro, o Brasil gerou 302.190 novos postos de trabalho. Em fevereiro do ano passado, o país gerou 168.848 novos postos de trabalho, considerando dados ajustados.
“Tal comportamento mostra uma reação do mercado de trabalho, considerando que esta criação expressiva de empregos só foi observada pela última vez em abril de 2011”, cita material do MTE sobre a expansão do emprego no mês passado. Em abril de 2011 foram criadas 272.225 vagas. Com a expansão anunciada nesta segunda, fevereiro é o sétimo mês consecutivo de desempenho superior, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, destaca o ministério.
O MTE ressalta também que houve aumento em todos os setores. Em números absolutos, os destaques foram “serviços”, com geração de 143.345 postos, saldo recorde para o período; “indústria de transformação”, com saldo positivo de 51.951 postos em fevereiro, o terceiro maior resultado para o mês; e “construção civil”, com saldo positivo de 25.055 vagas.
Dentro do setor de serviços, os destaques foram ensino, com novos 48.813 postos; serviços de alojamento e alimentação, com geração de 36.337 vagas; e serviços de transportes e comunicações, com 13.333 empregos novos. As instituições financeiras apresentaram relativa estabilidade, com 113 postos de trabalho novos no mês passado, o que não chega a ser uma má notícia, considerando que em janeiro o segmento fechou 567 vagas. Na indústria de transformação, houve expansão em onze dos doze segmentos analisados. Os destaques foram a indústria de produtos alimentícios gerou 12.587 postos, o terceiro maior saldo para o mês; a indústria de calçados apresentou saldo positivo de 7.271 vagas e a indústria química gerou 7.172 empregos formais. A indústria de material de transporte foi o único ramo industrial que não elevou o nível de emprego, ao apontar uma redução de 44 postos de trabalho, frente a retração de 1.092 postos em janeiro.
Na agricultura, que gerou 6.098 postos de trabalho no mês passado, os desempenhos positivos em destaque foram o cultivo de frutos de lavoura permanente, exceto laranja e uva, com 3.857 vagas. O cultivo de cana-de-açúcar, com 3.745 vagas e o cultivo de soja, com 2.857 vagas. O cultivo de laranja, entretanto, eliminou 4.797 postos de trabalho e as atividades de apoio à agricultura enxugaram 2.251 vagas.

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