Indústria projeta recuperação no ano

No Amazonas a Produção Industrial recuou -2,2% em janeiro na comparação com mesmo período do ano anterior. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a terceira queda consecutiva registrada pelo setor. No acumulado de doze meses a produção industrial demonstrou uma ligeira recuperação de 0,6% também verificada no último trimestre de 2013. Segundo o Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas) os resultados divulgados pelo instituto na sexta-feira (14) são sazonais, ficando dentro das expectativas do setor industrial.
De acordo com o presidente do Cieam, Wilson Périco o resultado da produção industrial de janeiro, no Estado, já era esperado. “No primeiro semestre o comportamento deve ser esse”, disse. Porém, ele admite que o segundo semestre é uma incógnita diante da realização das eleições e da Copa do Mundo. “Se o Brasil for campeão eu acredito que a economia deve melhorar. Se o Brasil não for campeão a política deverá ser diferente, inclusive, para as eleições. Então nós temos que aguardar alguns meses”, observou.
Segundo o disseminador de informações do IBGE/AM, Adjalma Nogueira, os principais impactos negativos da produção industrial em janeiro, ficaram com os setores de Edição, Impressão e Reprodução de Gravações, com a maior queda de -59,4% e -18,4% para Alimentos e Bebidas. “Ambos os setores, foram pressionados, especialmente, pela menor produção de DVDs e de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas e refrigerantes, respectivamente, no Amazonas”, disse.
Nogueira ainda citou a influência negativa de -11,5% vinda do setor de Equipamentos de Instrumentação Médico-Hospitalar, Ópticos e outros. Justificada pela menor produção de relógios e lentes para óculos. Por outro lado, os dados do instituto apontam crescimento de 18,4% do setor de Eletroeletrônico, Aparelhos e Equipamentos de Comunicações como a contribuição positiva mais relevante para o resultado da Indústria, em janeiro, seguido por 18,7% da rubrica Outros Equipamentos de Transporte e 53,2% alcançados na produção de Borracha e Plástico. “Impulsionados, em grande parte, pela maior produção de televisores, no primeiro ramo; de motocicletas e suas peças, no segundo e de garrafões, garrafas, frascos e artigos semelhantes de plástico, no último”, completou Nogueira.
Expectativa da Copa
O presidente do Cieam reiterou que a expectativa da Copa do Mundo foi confirmada com o crescimento da produção de televisores, tablets e produtos de informática, impulsionando também o aumento significativo de vendas. “Por conta da Copa do Mundo os televisores, os produtos de informática, os tablets estão vendendo muito”, lembrou. Mas, Périco admite que na comparação dessa família de produtos com o segmento de Duas Rodas que continua em queda, revela o cenário atual.
“O resultado total do Polo Industrial, não apresenta crescimento, mas ele cresceu em alguns segmentos isoladamente. Se o Polo Industrial tivesse só o Eletroeletrônico iria mostrar um crescimento de dois dígitos, mas existem outros segmentos, como o Polo Químico, Fármaco e de Mineração, que interferem e que compõem toda a riqueza do Polo Industrial para nossa região. Mas que infelizmente ele (resultado de -2.2%) mostra um decréscimo que está concentrado num segmento só que é o de Duas Rodas”, analisou Périco.
Questionado sobre a importância da queda brusca na produção de DVDs em -59,4%, resultado das decisões favoráveis a PEC (proposta de emenda constitucional) da Música, que reduz o preço dos CDs e DVDs comercializados no país com produção em escala nacional, Périco disse que, “este é um segmento que está fadado a acabar mesmo, e, em termos de faturamento não tinha um peso significativo aqui. Mas era um segmento que ao chegar num momento de crescimento foi interrompido por questões políticas”, concluiu.

Sazonalidade
A produção industrial amazonense ajustada sazonalmente, em janeiro, avançou 2,5% frente ao mês imediatamente anterior, após assinalar quatro meses de taxas negativas consecutivas nesse tipo de confronto, período em que acumulou perda de 4,2%. Ainda na série com ajuste sazonal, o índice de média móvel trimestral apontou variação positiva de 0,2% entre os trimestres encerrados em dezembro e janeiro e interrompeu a trajetória descendente iniciada em abril último, segundo o IBGE.
O setor industrial do Amazonas recuou -2,2% no índice mensal de janeiro, ritmo de queda menos intenso do que o observado no último trimestre do ano passado -3,0%, ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao avançar 0,6% em janeiro de 2014, repetiu as taxas verificadas em outubro, novembro e dezembro em 2013.

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