14 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Importação de insumos predudica indústrias de componentes locais

Segundo o presidente, as normas do PPB do setor (Processo Produtivo Básico) não vêm sendo respeitadas por algumas indústrias de bens finais do Estado, ao importarem, em grande escala, insumos para a produção de equipamentos na ZFM

O processo de importação de componentes e bens finais estão exercendo reflexos negativos na produção das empresas de componentes instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), conforme observação do presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristovão Marques Pinto.
Segundo o presidente, as normas do PPB do setor (Processo Produtivo Básico) não vêm sendo respeitadas por algumas indústrias de bens finais do Estado, ao importarem, em grande escala, insumos para a produção de equipamentos na ZFM (Zona Franca de Manaus).
“Esse processo vem influenciando fortemente na produção e mão-de-obra utilizada nas indústrias de componentes locais. Algumas empresas estão fraudando o PPB”, garantiu Marques Pinto.
Sem citar nomes, Cristovão Marques informou ainda que as indústrias de bens finais importaram e continuam importando componentes, como moldes, peças metálicas, entre outros insumos para serem utilizados nas linhas de produção do DI (Distrito Industrial), o que dificulta a atividade industrial componenteira no Estado.

Aquisição do bem final

O presidente ressaltou também que algumas indústrias ainda importam o bem final pronto só para serem revendidos, o que em sua opinião não deixa de afetar a produtividade da das fábricas do segmento.
Marques exemplificou que no ano passado foram produzidos 500 mil condicionadores de ar no PIM, enquanto o número do eletrodoméstico importado atingiu mais de um milhão de peças no Estado. “Se a quantidade de ar-condicionado importado fosse produzida no Amazonas, as empresas que industrializam componentes como cabos não estariam enfrentando tantas dificuldades”, observou destacando que empresas como a GKeB, RCA, Gatsby e Taiko, são apenas algumas das 40 in­dústrias produtoras e fornecedoras de insumos prejudicadas pelo descumprimento da lei de PPB.
De acordo com a direção da entidade, as indústrias de bens finais alegam importar grande quantidade de componentes por considerarem o custo do material nacional elevado se comparado ao componente produzido em outros países, e aponta que o governo tem que adotar medidas para que as empresas componentistas, e até mesmo as indústrias de eletroeletrônicos instaladas em Manaus sobrevivam à crise econômica.

Incentivos para o setor

Para reverter a situação, Marques pontuou que o governo deve lançar maiores incentivos para as indústrias de eletroeletrônicos, maiores usuárias de componentes importados, e para as empresas de componentes. “Menos burocracia na liberação de cargas, isenção de impostos como PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social) seriam apenas umas das ações que deveriam ser tomadas, pelo menos até a ­economia se estabilizar”, observou Marques.
O presidente da Força Sindical no Amazonas, Vicente Fillizola, também diz acreditar que a atual situação em que se encontra as indústrias de componentes do Amazonas precisa ser analisada cautelosamente por órgãos federais, não só por uma questão de competitividade, mas por sobrevivência.
Filizola também informou que no próximo dia 14 de fevereiro, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, vem a Manaus, e estará solicitando também que os recursos destinados ao FAT (Fundo de Amparo ao trabalhador) sejam repassados também as agências de fomento do ­Estado. “O pedido visa não só a manutenção de empregos no Amazonas, mas também a geração de novos postos de trabalho nas pequenas e médias empresas que buscam recursos para se manterem”, justificou.

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