Ilegalidade sem controle na RDS do Rio Negro

Em tempos de prevenção ao Covid-19, a Empresa Estadual de Turismo do Estado do Amazonas (Amazonastur), divulgou um informe no dia 14/06, sobre o decreto do Governo do Estado que mantém a suspensão do transporte fluvial de passageiros, a visitação a comunidades indígenas e ribeirinhas em Unidades de Conservação (UCs), bem como a comercialização de pacotes turísticos para essas localidades, sob pena de sanção na forma da lei.

Segundo Viceli Costa, presidente da Associação mãe da Reserva de Desenvolvimento Sustentável – RDS Rio Negro, que mora em Acajatuba, a realidade vivenciada nessas comunidades só é válida para os comunitários, enquanto outros segmentos transitam livremente pela UCs descumprindo todas as leis. “Não é justo ver os comunitários parados, enquanto os empresários zombam da nossa cara, porque o decreto tem que ser cumprido por todos”, desabafou o presidente.

Os comunitários sentem-se abandonados pelo governo e denunciam a ausência dos órgãos fiscalizadores, submetendo-os aos riscos causados pelo novo coronavírus. Empresas e proprietários de lanchas e iates ignoram a legislação e, nos finais de semana e feriados, em número surpreendente, ocupam as praias e visitam as comunidades, expondo-os aos riscos do vírus toda a população da floresta. Essa ilegalidade vivenciada pelos comunitários põe em alerta os presidentes das comunidades que exigem uma ação imediata do governo estadual, afinal a lei deveria prevalecer para todos.

A Amazonastur alerta aos operadores que cumpram as determinações dos decretos e portarias e ainda, que aguardem a liberação e o anúncio sobre as novas medidas que serão adotadas pelo Governo do Estado nessas comunidades, esclarecendo que, no decreto 42.330, o qual prevê o plano de reabertura gradual das atividades comerciais, foi autorizada a abertura das agências de turismo no primeiro ciclo, no entanto, está vedada, no período de quarentena, a comercialização de pacotes turísticos com passeios ou visitações a unidades de conservação, comunidades indígenas e ribeirinhas.

Tentamos vários contatos com a assessoria da Amazonastur até o fechamento desta edição, sem sucesso.

Amazonastur e Gestores definem retomada do turismo

A Empresa Estadual de Turismo do Amazonas – Amazonastur, realizou vídeo conferência dirigida pela presidente Roselene Medeiros para dialogar com secretários dos municípios e dirigentes dos sete polos que integram o novo Mapa do Turismo Brasileiro, sobre o futuro das atividades do segmento após a pandemia do Covi-19.

Entre as estratégias apresentadas pela Amazonastur estão o Protocolo de Biossegurança dos Serviços Turísticos, o novo planejamento promocional e a infraestrutura das potencialidades turísticas do estado, bem como o assessoramento fundamental aos municípios da Região Metropolitana (RMM), entre outras iniciativas.

De acordo com Roselene Medeiros, durante a pandemia, a equipe da pasta buscou todas as orientações dos principais órgãos mundiais de saúde para a criação do protocolo de biossegurança com foco na salvaguarda das vidas para a reabertura das atividades turísticas no Amazonas.

“Nós queremos deixar claro que toda a base do protocolo é fruto de pesquisa junto aos principais órgãos de saúde do mundo e de estudos realizados pelos principais polos turísticos internacionais. Deixo claro que tudo foi feito e colocado de acordo com a nossa realidade regional. É um estudo que vai nortear as agências de turismo, os hotéis, os barcos-hotéis, enfim, dar um suporte ao trade para que se atente à segurança do operador e do turista que vem nos visitar”, declarou a presidente.

A reunião virtual reuniu no dia 15/06, vinte e quatro gestores municipais de turismo para discutir e estimular a reabertura da atividade turística no estado, no período pós-pandemia Covid-19.

Protocolo não substitui experiência

A segunda edição do Fórum Online de Hotéis Independentes (FOHI) começou dia 16/6 e segue até hoje, com foco na retomada de sucesso. As inscrições são gratuitas, com veiculação pelo Youtube e participação de mais de 4 mil profissionais de diversas partes do Brasil.

A palestra de abertura teve foco nas tendências de consumo e boas práticas de hotelaria desenvolvidas por empresas globais. Gabriela Otto, CEO da GO Consultoria e presidente da HSMAI Brasil, deu o start com informações, impressões sobre o mercado e perspectivas positivas para a retomada. Ela defende que hóspedes continuarão buscando por experiências e que os empreendimentos devem estar preparados para receber todos os tipos de perfis – dos compreensivos aos neuróticos, passando pelos intransigentes.

Fundadora da Mapie Consultoria e analista do mercado latino-americano para a Phocuswright, Carolina Sass de Haro, durante a apresentação sinalizou iniciativas globais que aproveitam os novos padrões de consumo, defendendo a comunicação clara e transparente. Sugeriu também a desburocratização das práticas comerciais. “As pessoas já estão enfrentando uma série de obstáculos e os hotéis não podem ser mais um”, afirma.

Em relação à comunidade, Thiago Akira, palestrante, consultor de Marketing Turístico Digital e especialista em Realidade Virtua e Aumentads com foco em Turismo destaca que o Instagran é ferramenta excelente para aproximar o cliente da empresa, sem descartar os blogs, visto que eles podem chamar a atenção de outro perfil de clientes.

Os profissionais participantes do debate concordam que guerra tarifária não é uma saída para o momento pós-pandemia, visto que baixos lucro r altos custos podem gerar situações piores ao negócio.

Aviação nacional tem queda de 91%

Os dados divulgados pela Anac – Agência Nacional de Aviação Civil, sobre a aviação nacional mostram que, em maio, o setor voltou a sentir os efeitos da paralisação causada pela pandemia do novo coronavírus. A análise mostra que a demanda doméstica, medida em passageiros quilômetros pagos (RPK), teve redução de 91%, na comparação o mesmo período no ano passado. A oferta de assentos também mostra queda significativa: 89,6% na comparação com maio passado.

As baixas mostram que o setor ainda trabalha com malha reduzida e sente os efeitos das medidas de isolamento social. Ao longo do mês passado, as companhias nacionais transportaram 538 mil passageiros, o que significa queda de 92% na comparação com o visto em época idêntica do ano passado.

A ocupação das aeronaves ficou em 70,8% – 13,3% de retração – e a carga transportada chegou a 17 toneladas – 54% a menos.

Quando analisada a participação das companhia brasileiras, a Anac aponta que 43,4% dos voos realizados no período foram da Azul. A Gol operou 31% e a Latam 25,2%.

A demanda por voos internacionais caiu 97% e a oferta de assentos recuou 91% em maio.

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