Hoteleiros lamentam falta de investimento

O setor hoteleiro do litoral catarinense está otimista pa­ra a temporada de verão 2007/2008, mas lamenta a falta de investimentos em melhorias significativas para receber os turistas. É o que aponta pesquisa inédita realizada pela Fecomercio (Federação do Comércio de Santa Catarina) com 128 empresas de turismo das cidades de Florianópolis, Balneário Camboriú, Governador Celso Ramos, Itapema, Portobelo e Laguna. Em relação a expecta­tivas favoráveis para esta temporada que se aproxima, 42,2% dos entrevistados esperam um período melhor que o de anos anteriores, 39,8% acreditam que seja pelo menos igual e 18% não se mostram tão animados e esperam uma temporada pior.

Entre os otimistas, a previsão de incremento é de 6 a 10% para 16,4% dos empresários ouvidos pela Fecomercio. Já 8,6% acreditam que os negócios vão crescer entre 16 e 20%. O número de trabalhadores também deve au­mentar em função da tempo­rada na avaliação de 56,3% dos entrevistados. Nesse caso, a média de contratações para a temporada deve ficar em oito colaboradores por empresa.

A pesquisa apurou, também, as reivindicações e necessidades percebidas pelo empresariado hoteleiro do litoral catarinense. Conforme 75% dos entrevistados, o governo e as autoridades competentes não deram prioridade para corrigir aspectos de infra-estrutura ruins na temporada anterior, enquanto 24,2% disseram que sim. Metade dos empresários afirmou, também, que nesse ano não foi convidada para debater assuntos relacionados ao turismo.

Os pesquisados também es­pecificaram as ações que seriam necessárias para tornar o turismo mais forte em Santa Catarina. Para 35,1% a prioridade é a divulgação como uma necessidade para alavancar o turismo catarinense, 33,6% melhora da­ infra-estrutura oferecida ao tu­rista e 12,5% citaram o saneamento básico.

A expectativa por parte dos empresários é pela vinda de tu­ristas das regiões Sul e Sudes­te. Segundo 68,8%, devem predominar paulistas no litoral catarinense, enquanto 45,3% apostam nos gaúchos, 34,4% em paranaenses e 22,7% nos argentinos. Para o presidente da Fecomercio, Antônio Edmundo Pacheco, a pesquisa evidencia o entusiasmo dos hoteleiros e donos de pousada em virtude dos atrativos naturais do litoral e da estabilidade econômica do país. Ao mesmo tempo, fica claro o descontentamento do em­presariado em virtude da falta de investimentos para desenvolvimento do turismo catarinense. “Essa análise é importante, porque mapeia a opinião de quem entende de turismo e hospitalidade na prática e serve de referência para futuras ações governamentais e iniciativas de entidades de classe”, afirmou o presidente da Fecomercio.

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