Honda aposta em crescimento neste semestre

De olho na volta do crédito para incrementar os financiamentos de motocicletas, bastante abalados pela crise econômica internacional, a Moto Honda da Amazônia continua acreditando neste mercado e na busca da qualidade total. A direção da fabricante no PIM (Polo Industrial de Manaus) disse que há sinal positivo de aquecimento de produção e venda de motocicletas ainda no primeiro semestre de 2009.
Na opinião do gerente institucional da empresa, Mario Okubo, o setor de duas rodas do PIM tem realmente o que comemorar neste dia 25, Dia da Indústria, mesmo diante da retração de mercado, porque foi o que mais cresceu nos últimos anos. Ele garantiu que os governos federal e estadual em todas as esferas adotaram medidas, para manter o setor e evitar demissões com determinação e criatividade.
“Acreditamos que no segundo semestre a economia brasileira volte a crescer, afinal, estamos trabalhando para isso, tanto a indústria, como os governos do Estado e federal, todos estamos em um só objetivo que é manter os empregos e elevar a produção industrial”, assinalou.

Resultado esperado

Apesar de não ter divulgado números, Okubo avaliou que o percentual de crescimento programado pela Moto Honda da Amazônia está dentro do esperado, mesmo diante do quadro de retração econômica. Indicadores Industriais divulgados pela Suframa (superintendência da Zona Franca de Manaus) apontam que no primeiro trimestre de 2009 a fabricação de motocicletas, motonetas e ciclomotores encolheu 47,58% se comparada à produção deste ano 308,11 mil unidades ante as 587,80 mil unidades produzidas entre janeiro e março de 2008. “Esse resultado afetou diretamente a Moto Honda, mas estamos conseguindo reverter todo esse quadro”, garantiu o dirigente, ressaltando que a meta da fabricante é manter a busca constantemente da qualidade total.
Um exemplo disso é a consolidação do Promot 3 (Programa de Controle da Poluição do Ar por Motocicletas e Veículos Similares) que entrou em vigor a partir do dia 1º de janeiro de 2009. Trata-se da nova lei que limita a emissão de gases poluentes nas motocicletas produzidas no país. Vale destacar que ocorreu uma extensão da licença do Promot 2 a pedido dos fabricantes locais, com exceção da Moto Honda da Amazônia.
Segundo Mario Okubo, a empresa não se utilizou dessa extensão, porque, nenhuma motocicleta fabricada desde 1º de janeiro último em sua planta local deixou de atender à regulamentação. “Além disso, os índices de emissão de gases são bem menores do que o estabelecido pela legislação”, assegurou.
Okubo apontou que o atual panorama econômico não impediu que a Honda colocasse no mercado uma motocicleta Flex, a primeira do mundo, que pode ser abastecida com álcool e/ou gasolina. “Acreditamos que para que ocorra uma melhora é necessária à volta do crédito, pois isso elevará as vendas de motocicletas”, disse.
Quanto às projeções futuras da empresa, Okubo disse que a palavra de ordem é continuar acreditando no crescimento do país. “É por isso que continuamos a investir em novos modelos no PIM e estamos com a planta preparada para uma produção bem maior do que atualmente”, assegurou, ressaltando que a Moto Honda da Amazônia mantém o quadro de funcionários total de 9.765 e que está capacitada para fabricar 2 milhões de motocicletas no mesmo local, o que não acontece em outras fábricas do grupo.
“Hoje a empresa tem mais de 30 fornecedores em Manaus, por esse motivo as obras de expansão são na verdade obras de adaptação”, assegurou.

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