Guia de tranporte animal eletrônica é lançada no Estado do Pará

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e a governadora do Pará, Ana Júlia Carepa, lançam em Marabá, na quarta, 9 de dezembro, a GTA (Guia de Transporte Animal) eletrônica. Este mecanismo permite acompanhar em tempo real, via satélite, a sanidade e a comercialização do rebanho bovino e bubalino paraense dentro e fora do Estado, estimado em 18 milhões de animais, o quinto maior do país.
Para implantar a GTA é necessário fazer o recadastramento georreferenciado da propriedade, onde é instalado um ponto de GPS monitorado via satélite. Até o momento, 19 mil propriedades rurais foram recadastradas em seis municípios do sudeste paraense, Marabá, Eldorado dos Carajás, São Félix do Xingu, Tucumã, Ourilândia do Norte e Água Azul do Norte. Nestes municípios se concentram pouco mais de 3,8 milhões de bovinos e bubalinos, que representam 21% do rebanho do Estado. A meta é chegar até o final deste ano com 80 mil propriedades recadastradas e atingir até junho de 2010 a marca de 120 mil.
No momento em que é digitada, a GTA eletrônica já está disponível para consulta em qualquer lugar do país, permitindo o controle e a averiguação em tempo real das informações. Outra vantagem do sistema eletrônico é que contribui para o aumento da arrecadação, com previsão de crescimento de até 50%, a partir da emissão do documento eletrônico, que é obrigatório para transporte e comercialização do gado, ainda que na mesma cidade. Hoje, com a GTA manual, um formulário de quatro vias, a arrecadação gira em torno de R$ 12 milhões ao ano. Mas, segundo dados da Secretaria de Agricultura, o Estado deixa de arrecadar outros R$ 6 milhões nas operações de compra e venda de bovinos e bubalinos, devido a possibilidade de erros e fraudes do sistema manual.
A adoção da GTA foi um dos compromissos assumidos pela governadora Ana Júlia Carepa, na ocasião da assinatura do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) em julho passado, entre o MPF (Ministério Público Federal), governo, produtores e frigoríficos após o MPF recomendar às grandes redes de supermercados a não comprarem carne do Estado.

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