Governo tenta evitar protestos na Copa

O governo federal já está atuando preventivamente para evitar protestos violentos durante a Copa do Mundo. Segundo o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), o Palácio do Planalto espera atos como os ocorridos em junho passado quando da realização da Copa no ano que vem, mas planeja enviar representantes às 12 cidades-sede do evento para monitorar demandas de movimentos sociais.
A presidente Dilma Rousseff tem reiteradamente repudiado ações como a dos “black blocs” em protestos pelo país. O temor do Planalto é que situações de extrema violência, como as ocorridas em São Paulo em outubro passado, ponham em risco a realização do evento, que ocorre às vésperas do início oficial da campanha eleitoral.
Em conversa com jornalistas após o programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), na manhã de hoje, Carvalho disse que o foco do governo é agir, por exemplo, junto a grupos de pessoas e famílias atingidas por remoções forçadas por conta de obras da Copa.
“Nosso cuidado naturalmente é com aquilo que desvia da violência. Começamos agora, vamos continuar persistindo teimosamente na atitude de dialogar, seja com quem for. Seja quem for, nós vamos abrir para o diálogo, vamos atrás”, disse o ministro. “No caso da Copa, nós estamos preocupados, naturalmente, em estar presentes nas 12 cidades da Copa, entender as razões dos protestos, nos antecipar nesse diálogo para que a Copa seja de fato uma grande festa. Mesmo que os protestos ocorram, que eles ocorram de maneira civilizada, democrática, sem que se impeça o direito de ir e vir, sem que se impeça a festa popular”, completou.
Plano é dialogar
Segundo Carvalho, o “plano A” do governo é dialogar. “Nós achamos que nós podemos encontrar uma via de entendimento para evitar os protestos violentos.” “A nossa prática é de irmos às cidades-sede da Copa para realizarmos um diálogo com os movimentos sociais, resolvermos os problemas que por decorrência da existência da Copa podem ter ocorrido. Por exemplo, nós sabemos que em algumas cidades da Copa, quando fizeram remoções de pessoas, de famílias, de casas, para realização de obras da Copa, houve alguns tratamentos que não foram adequados. Nós queremos atingir isso.”
“Nós temos que entender que, na sociedade brasileira, democrática, as manifestações são legítimas, são naturais e são expressão de uma sociedade que quer participar. Eu diria que são inevitáveis na democracia e que são bem vindas”, disse ainda o ministro.

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