24 de fevereiro de 2021

A Bíblia, em seus textos elucidativos, profundos, intrigantes agracia-nos com lições preciosas e também nos enleva fazendo com que deixemos um pouco nossos pés fora do chão, longe de tanto materialismo e mais próximos do divino. Trouxe para vocês três passagens bíblicas e nelas examinarei o conteúdo semântico diferenciado que esse Livro Sagrado propõe.

PRÓDIGO

Na parábola do “filho pródigo” o filho mais novo dirige-se ao pai, pede-lhe a herança que lhe cabe e sai pelo mundo esbanjando todo o dinheiro que recebera. Quando os proventos herdados acabam ele volta à casa do pai e, curiosamente, é recebido com festa e muita alegria. O irmão mais velho, centrado, obediente, e que se manteve firme ao lado do pai estranhou os festejos, foi quando o genitor, disse: “Filho, tu sempre estás comigo; entretanto cumpria regozijarmo-nos e alegrarmo-nos, porque este teu irmão era morto e reviveu, estava perdido e se achou” (Lucas 15:11-32). Há quem pense que o adjetivo “pródigo”, em virtude dessa citação bíblica, é algo somente negativo. Não é bem assim, vejamos. “Pródigo. adj.m. 01. que despende com excesso; dissipador; esbanjador. 02. Generoso; liberal.” Ex: 1. “Deus foi pródigo para com as belezas naturais de nosso país”. 2. “Mostrou-se pródigo de gentilezas com os idosos da casa”. Notem que nos exemplos acima não existe nada de ruim, pelo contrário. Em se tratando do “filho pródigo”, aí há um cunho de exagero quanto aos gastos, algo inadequado.

POBRES DE ESPÍRITO

No famoso “Sermão da Montanha” Jesus começa, dizendo: “Bem-aventurados são os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos céus” (Mateus 5:3-9). A semântica empregada aqui não se refere à pobreza de espírito que comumente se ouve falar, isto é, nada tem a ver com questões materiais. Fora da Bíblia o sentido utilizado é para aqueles que muito se importam com o vil metal; os gananciosos; e se esquecem de seus semelhantes; das coisas do alto; seriam pessoas egoístas e não altruístas. Em compensação, na Bíblia os “pobres de espírito” são os humildes, que se preocupam com as riquezas do céu e não com as terrenas; que se esvaziam de si mesmos, que se dirigem a Deus pobres, livres de características que não agradam a Ele. Atenção: fora do texto bíblico ser “pobre de espírito” significa ser “pobre espiritualmente”; na Bíblia, pelo contrário. Fica a dica.

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