Formalização de empresas é recorde no Estado por conta do Supersimples

Após fechar o ano passado com crescimento total de 12,84% frente ao ano anterior, a instituição oficial de novos empreendimentos no Amazonas voltou a apresentar, até o fim do segundo quadrimestre, crescimento acumulado superior a 12% no comparado a igual período de 2006. A expectativa da Jucea (Junta Comercial do Amazonas) é de que o Estado alcance 4.800 novos registros de empresas até o fim do ano.
Frente aos resultados do mês de agosto passado, a Jucea apontou o registro de 534 novas empresas, que representa 28,28% a mais que o mesmo período de 2006, quando obteve-se um total de 464. O resultado deste ano é considerado recorde histórico se comparado ao mesmo intervalo do último triênio.
Além disso, no compasso da abertura de empreendimentos, a capital amazonense concentrou uma vez mais o total de legalizações de empresas, 71%, comparativamente ao número de interessados em atuar no interior do Estado.

Na análise do secretário geral da Jucea, Edmilson da Silva, o desempenho recorde de agosto pode ser um reflexo do bom momento da economia formal no Amazonas, agora assegurada pelas vantagens que a adesão ao Supersimples representa para as pequenas e microempresas locais. “Os empreendedores já perceberam que a maioria das empresas já não se contenta com a simples nota fiscal avulsa de serviço e para manter-se competitivo no mercado é necessário a legalização”, disse.
O parecerda Jucea foi reforçado com a da presidente do Simpi (Sindicato das Micros e Pequenas Indústrias do Amazonas), Suely Moraes, segundo a qual o alto número de empresas constituídas entre janeiro e agosto é resultante do baixo nível de desconfiança dos pequenos em relação à adesão fiscal.
A dirigente lembrou a série de incentivos lançados este ano pelos executivos estadual e municipal, como o microcrédito e a formação de núcleos produtivos cooperados, como suportes que podem balizar a informalidade se receberem o devido investimento. “Cada vez mais as instituições de economia mista estão se fechando para a obrigatoriedade da nota fiscal, o que importa na corrida de novos empreendedores para a constituição de seus negócios”, explicou Suely.

Fapeam diz quevagas aumentam

Entretanto, a presidente da Fampeam (Federação das Associações de Micros e Pequenas Empresas do Amazonas), Ivanilde Sampaio, acha que é muito cedo para se pensar esse volume de crescimento como resultado das adesões ao Supersimples. “No meu entendimento, só depois de completar um ano de implantação no regime tributário, poderemos obter subsídios mais fortes que nos assegurem do sucesso do regime simplificado”, lembrou.

Mais emprego

Ivanilde Sampaio disse que para se entender o atual panorama das pequenas e microempresas é importante acrescentar-se ao estudo da Jucea os resultados da pesquisa do Sebrae encomendada ao Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), divulgado no fim de agosto, onde foi examinada a permanência do empregado e o número de empregos oferecidos no setor.
Com base nos dados do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas no Amazonas), a dirigente disse que nas microempresas, a participação relativa dos trabalhadores com menos de um ano no emprego formal é a mais elevada, chegando a 40,5% do total de trabalhadores deste segmento, com destaque para atividades da construção e do comércio, em que essa faixa atinge 57% e 43% dos trabalhadores, respectivamente.

Já na pequena empresa, lembrou a presidente da
Fampeam, 38% do total de trabalhadores têm menos de um ano no emprego, também com forte participação do setor da construção e do comércio, com 57% e 41,5% dos empregos, respectivamente.
“Pequenas empresas do interior estão garantindo a criação de 22% a mais em novos postos de trabalho em relação às oportunidade no mercado urbano. Em 2005, registrou-se uma forte concentração do total dos empregos no interior, com participação de 61%, contra 39% nas capitais”, acrescentou Ivanilde Sa

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