Financiamento de imóveis pela Caixa cresce 69% no semestre

O financiamento imobiliário para pessoas físicas, realizado pela Caixa Econômica no Amazonas, fechou com alta de 69% no primeiro semestre, ante igual período do ano passado. O montante obtido entre janeiro e junho de 2007 foi de R$ 16,4 milhões.
Além disso, o banco habilitou mais cinco construtoras no último semestre para angariar os recursos da agência que sustentam perspectivas positivas ao setor imobiliário de Manaus, que hoje está sendo beneficiado com a redução de juros e a elevação no prazo de financiamento.
Nos imóveis com preços comercializados entre R$ 130 mil a R$ 200 mil, a redução na taxa de juros ao ano atingiu a 3,8 pontos percentuais, variando de 10,4% a 10,02%.
O diretor da comissão da indústria imobiliária do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Frank Souza, avaliou que essas facilidades sinalizam o crescimento do mercado ao setor de baixa renda. “O financiamento da Caixa contempla principalmente as pessoas de baixo poder aquisitivo, então a elevação no prazo de pagamento e a redução nos juros irão facilitar o acesso a compra de imóveis a essas pessoas”, disse.

Demanda crescente

Segundo o executivo, esse segmento de público, que concentra um grande quantitativo de pessoas no Estado, representa uma demanda em potencial ao mercado imobiliário da cidade.
Frank Souza disse que ainda há muita oferta a oferecer a essas pessoas. “Com a facilidade de acesso ao crédito para o público de baixo poder aquisitivo vai resultar num maior número de investimento das construtoras nesse nicho de mercado”, informou o executivo, destacando que a elevação no número de construtoras credenciadas a obter o recurso do banco para construção de imóvel também irá ajudar a aquecer o setor.
De acordo com a direção regional da Caixa Ecômica, até o ano passado somente uma empresa tinha esse credencial. Embora o banco tenha registrado um aumento no número de financiamento feito diretamente entre a instituição e as pessoas.
No geral, contando com os imóveis subsidiados pelo poder público, devido à redução na oferta de recursos subsidiados pelo governo, a agência registrou um decréscimo de 16,2% no valor total de financiamento à habitação, que passou da cifra de R$ 30,6 milhões entre os meses de janeiro a junho de 2006 para R$ 25,7 milhões em igual período deste ano. “Essa variação negativa se deve ao fato de termos realizado muitas operações de crédito com o setor público, enquanto neste último semestre não realizamos tantas ações desse nível, o que deverá ocorrer de forma intensa nos próximos meses”, explicou o superintendente regional da agência financeira, Evandro Narciso de Lima.

Crédito pode chegar a 53,84%

Segundo Evandro Narciso de Lima. pela política de subsídio, o mutuário pode obter um crédito de até 53,84% no valor de compra, em caso de rendimentos salarial inferior ou igual a três salários mínimos.
“Em uma situação de financiamento coletivo, que acontece quando o governo se dispõe a ser o nosso parceiro na construção de moradias, um imóvel de R$ 13 mil pode ser subsidiado em R$ 7 mil, a pessoa pagaria apenas R$ 6mil”, justificou o superintendente do banco.
O executivo explicou que os subsídios se estendem às pessoas de ganhos até R$1.875, sendo que o valor de crédito concedido pelo governo diminui, conforme o salário de cada indivíduo. “Se a pessoa ganha acima de três salários mínimos, o subsídio do governo será menor, assim como em casos de solicitação de financiamento individual, ou seja, sem a parceria do governo na construção da casa”, disse, destacando que um mutuário com renda de R$ 500 ao solicitar a compra financiada de uma moradia por R$ 20 mil obterá um crédito de apenas R$ 1.610, podendo pagar a diferença de R$ 18.390 em até 30 anos, antes era pago no máximo em 25 anos.
Em relação aos demais resultados comerciais, a Caixa Econômica Federal divulgou, na nesta quinta-feira, que registrou no primeiro semestre deste ano, em todo país, lucro líquido n

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