Emprego formal avança pelo quinto mês consecutivo

Geração total de 3.514 empregos formais até agosto, resultando em um crescimento acumulado de 5,98% no comparativo com igual período de 2008. Com este cenário promissor, o comércio amazonense registrou sinais de recuperação pelo quinto mês consecutivo no nível de emprego. Os dados consolidados pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho) apontam que o acréscimo de vagas em agosto foi de 0,4% na comparação com julho.
A constatação de estabilidade com tendência a crescimento é idêntica a observada pela Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), segundo a qual o crescimento das vendas em julho nos segmentos de supermercados (5,4%) e de farmácias e perfumarias (4,07%), contribuíram para o aumento das contratações em julho. Além disso, de acordo com o Sindicato dos Empregados do Comércio de Manaus, os dois segmentos foram responsáveis pela geração de 1.110 novas vagas (supermercados com 693 e farmácias/perfumarias com 417 vagas).
A explicação desse avanço se deve em parte, segundo o economista-chefe da Fecomércio/AM, José Fernando Silva, ao otimismo no meio empresarial, que avançou 4,5 pontos percentuais no período de maio a julho, saltando de 28,5% para 33%. “Essa tendência melhora a medida que chega o fim do ano. Em julho foi constatado em pesquisa que, para o mês de agosto, 50% dos empresários apontam um crescimento mediano de 27,5% nos negócios”, revelou.
Este cenário de crescimento também foi observado pelo presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ezra Benzion, que reconheceu os dois novos shoppings e a chegada de duas grandes redes de varejo como fundamentais para a evolução do emprego no setor. Segundo o executivo, os dados do nível de emprego têm registrado comportamento bastante positivo desde abril deste ano, indicando que as empresas varejistas locais continuam otimistas quanto ao rumo de seus negócios ao longo deste ano. “Dentre os principais fatores que contribuíram para esse quadro estão a retomada do crédito, alongamento dos prazos de financiamentos, quedas das taxas de juros e prolongamento da desoneração fiscal em segmentos específicos, como as concessionárias de veículos, eletrodomésticos e materiais de construção”, observou.

Rotatividade no varejo tem oscilação de 4,7%

Até mesmo setores que em abril apresentavam desempenho negativo nas vendas, fecharam julho com recuperação razoável no volume de negócios, como os de comércio automotivo (11,48% em relação a julho do ano passado) e materiais de construção (6,09% no comparativo com julho de 2008).
No entendimento de Ezra Benzion, o resultado sinaliza um efeito estatístico diante da forte base de comparação com o ano anterior, quando o comércio mostrava sinais claros de aquecimento em seu nível de atividade. “As empresas varejistas acreditam que as políticas do governo de manutenção do emprego e de estímulo ao consumo interno, continuam a dar resultados positivos, cujas consequências serão o aumento do volume de negócios e do nível de empregos”, finalizou.
Segundo dados do Caged, a rotatividade no varejo teve leve oscilação para cima, subindo de 4,1% registrado em julho para 4,7% em agosto como resultado das 498 novas contratações. A taxa de admitidos alcançou 4,92% em agosto, o que representa 3.253 novas vagas, enquanto a taxa de demitidos caiu para 1,57% em relação a julho, ou seja, a redução de quadro saiu de 2.799 para 2.755 pessoas no mês.

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