Dólar sobe pelo 3º dia e fecha em R$ 1,67, mas cede 0,5% na semana

Em um cenário externo mais tenso, e de forte intervenção do Banco Central, a taxa de câmbio doméstica acumulou o seu terceiro dia de alta. Ainda assim, a cotação ainda cedeu 0,5%, após um mês de forte entrada de capital no país -mais de US$ 12 bilhões, segundo o Banco Central- e que tende a se manter significativo, com a perspectiva de IPOs (ofertas de ações), nos próximos meses.
Além dos leilões regulares para compra de dólar “à vista”, o BC voltou a oferecer contratos de “swap” cambial reverso (o equivalente a operações de compra de dólar, mas no mercado futuro), com liquidações previstas para os meses de abril e julho deste ano, e janeiro de 2012. Do lote de 20 mil contratos, os bancos tomaram pouco mais de 14 mil, a maior parte para vencer no ano que vem.
O dólar atingiu R$ 1,676 no encerramento das operações, em um acréscimo de 0,35% no dia. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,679 e R$ 1,666. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado por R$ 1,790 para venda e por R$ 1,620 para compra.
Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) recua 1,70%, aos 65.631 pontos. O giro financeiro é de R$ 5,80 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York tem leve alta de 0,05%.
Os mercados não reagiram positivamente ao cenário “misto” revelado pelo Departamento de Trabalho dos EUA pela manhã.
Enquanto a taxa de desemprego cedeu de 9,5% para 9% entre dezembro e janeiro, a geração de empregos foi mais branda do que o previsto: apenas 36 mil vagas (entre contratações e demissões), bem abaixo das projeções, que variavam entre 140 mil e 150 mil.
Alguns analistas ainda apontam a crise do Egito, que aparenta se aproximar do seu auge (com megaprotestos na capital), como um dos fatores que têm alimentado a aversão ao risco (e a “corrida” para o dólar) nos últimos dias.
No mercado futuro de juros, que serve de referência para os empréstimos nos bancos, as taxas projetadas voltaram a subir nos contratos mais negociados.
A taxa projetada no contrato para julho foi mantida em 11,91% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa prevista avançou de 12,37% para 12,42%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada passou de 12,84% para 12,90%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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