Emprego cresce mais entre pessoas com maior nível de escolaridade

Em oito anos, o emprego no país cresceu mais entre pessoas com maior nível de escolaridade. Levantamento a partir de dados da PME (Pesquisa Mensal de Emprego) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o número de pessoas ocupadas no mercado de trabalho com 11 anos ou mais de estudo atingiu 13,515 milhões em dezembro de 2010, 59,8% acima do apurada em dezembro de 2002, o mais forte aumento em todas as faixas de estudo; sendo 8% superior ante dezembro de 2009.
Ao mesmo tempo, caiu o número de pessoas empregadas com pouco ou nenhum nível de escolaridade. A população ocupada sem instrução ou com menos de um ano de estudo foi de 352 mil em dezembro de 2010, 35,9% abaixo da apurada em dezembro de 2002; e 10% abaixo da apurada em dezembro de 2009. Para analistas, os dados mostram que a qualidade do emprego no país melhorou nos últimos anos.
Mas fazem um alerta: os números mostram um cenário de demanda crescente por mão de obra especializada no Brasil. Para acompanhar esta procura, o País precisa investir, e rápido, na qualificação de mão de obra em todas as frentes do mercado de trabalho.
“Estes dados refletem, com certeza, a melhora na economia brasileira nos últimos anos”, afirmou o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Na avaliação do especialista, o desenvolvimento da economia brasileira de 2003 a 2010 também levou a um impacto positivo em pesquisa e desenvolvimento em tecnologia, o que ajudou na criação de um número maior de vagas mais qualificadas no período.
“Eu acho que o único segmento com menor qualificação, atualmente, é o de construção civil; mas nos outros setores, podemos perceber a interferência de novas tecnologias, que demandam mão de obra mais especializada”, comentou o especialista.
Na prática, para Rosa, o crescimento no número de pessoas empregadas com maior qualificação estaria ligado a uma crescente necessidade de mão de obra com maior nível de estudo.
“Precisamos investir mais em educação, em pessoas mais qualificadas no mercado de trabalho para atender a esta demanda”, afirmou o especialista. Para o analista da consultoria Tendências, Rafael Bacciotti, o aumento no número de vagas mais qualificadas coincide com o crescimento no emprego formal no país.

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