Dólar fecha cotado para venda a R$ 1,755, em alta de 0,92%

O mercado atravessa um momento de nervosismo e maior aversão ao risco, como sinalizam as Bolsas de Valores, em derrocada mundial na jornada de terça-feira. E amanhã o otimismo dos investidores com o ritmo de recuperação da economia global passará por um “teste de fogo’’’ com a divulgação do PIB dos EUA, relativo ao terceiro trimestre.
O dólar comercial foi vendido por R$ 1,755, em um acréscimo de 0,92% sobre a cotação final de terça-feira.
Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,760 e R$ 1,733. Nas casas de câmbio paulista, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,860, em alta de 1,08%.
Nem os fortes números do fluxo cambial neste mês foram capazes de amenizar esse nervosismo.
Ontem o Banco Central informou que em outubro (até o dia 23), entraram no país quase US$ 13 bilhões a mais do que saíram, principalmente pela conta financeira, com o forte ingresso de estrangeiros para participar de IPOs (lançamento de ações).
E por conta da valorização recente da taxa cambial, profissionais de mercado já avaliam a possibilidade dos preços da moeda baterem a casa dos R$ 1,80 no curto prazo, nível “perdido’’ desde 24 de setembro.

Lula diz que dólar precisa de ‘equilíbrio’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na quarta-feira que o governo tem o papel de estabelecer “um certo equilíbrio’’ para a cotação do dólar. Evitou, porém, citar um patamar que seria o ideal, e defendeu o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o capital estrangeiro e a compra de dólares pelo Banco Central.
“O Brasil passou a ser visto como se fosse a bola da vez. E nós não podemos, não temos o direito, de ficar a mercê da especulação’’, declarou o presidente após inaugurar obras na Vila Olímpica da Mangueira. Lula destacou que a medida do IOF foi acertada e o seu efeito levará um tempo para amadurecer. Ele acrescentou que tanto o dólar fraco quanto o dólar muito forte “não prestam’’.
“Vai haver um momento em que ele vai parar (o dólar). Quando parar, é o momento importante do equilíbrio. Significa que todo o mundo está tranquilo em relação ao dólar’’, afirmou. “Não queremos criar bolha no Brasil como ocorreu em países desenvolvidos. Depois, quem fica com o prejuízo é a parte mais pobre da população’’.
Em relação à prorrogação da isenção do IPI para eletrodomésticos da linha branca, o presidente afirmou ser incapaz que o desconto será estendido. Ele explicou que o Ministério da Fazenda vem fazendo uma avaliação sistemática das vendas e dos resultados no varejo.

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