Dólar desacelera e fecha cotado a R$ 1,87

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,870 para venda, em declínio de 0,63%, nos últimos negócios. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi negociado a R$ 1,980 (venda), com retração de 1% sobre a cotação final anterior.
Segundo corretores, o mercado de câmbio doméstico acompanhou a desvalorização do dólar já mostrada nas demais praças internacionais: o euro atingiu a cotação recorde US$ 1,41, pouco tempo depois de ter quebrado a marca simbólica de US$ 1,40. Nesta semana, o Federal Reserve (banco central dos EUA) reduziu a taxa básica de juros do país em 0,50 ponto percentual, para 4,75% ao ano.
Entre outras notícias, o saldo da conta de transações correntes do Brasil ficou positiva em US$ 1,354 bilhão em agosto, contra déficit de US$ 717 milhões no mês anterior. O próprio Banco Central estimava as transações correntes com resultado próximo de zero em agosto. Essa conta abrange as principais operações financeiras do país com o exterior -balança comercial, a conta de serviços e rendas e as transferências unilaterais.

Juros futuros

O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) -registrou em setembro alta de 0,29% ante 0,42% em agosto. O mercado projetava variação entre 0,30% e 0,45%.
O mercado futuro de juros, que baliza as tesourarias dos bancos, mostrou retração nas projeções. No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada cedeu de 11,06% na quinta-feira para 11,04%. No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada recuou de 11,32% para 11,23%. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada passou de 11,44% para 11,36%.
Para a economista-chefe do banco Fibra, Maristella Ansanelli, o resultado do IPCA-15 reforçou a aposta de um corte dos juros básicos na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Bovespa fecha emalta

A Bolsa de Valores de São Paulo encerrou a semana com ganho acumulado de 5,72%, num reflexo do ânimo renovado do mercado com a redução de juros promovida pelo Federal Reserve (banco central dos EUA).
O Ibovespa, que acompanha as ações mais negociadas, fechou o dia em alta de 1,57%, aos 57.799 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,31 bilhões.
A taxa de risco-país marcou 170 pontos, número 1,79% superior à pontuação final de ontem. A Bolsa brasileira tomou novo fôlego com notícias positivas tanto no front doméstico quanto externo. Internamente, a variação abaixo do esperado do IPCA-15 (0,29% contra projeções de 0,45%) reforçou a expectativa de um possível corte nos juros básicos em outubro.

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