Dólar barato faz brasileiro elevar gastos no exterior

Os brasileiros que foram passar as férias de julho no exterior gastaram muito mais do que nas viagens do ano passado. A despesa desses turistas somou US$ 813 milhões no mês passado, um crescimento de 51,1% sobre o mesmo mês de 2006.
Um dos fatores que justifica essa elevação dessa despesa é a valorização do real frente ao dólar, que favorece o crescimento das viagens internacionais.
Já os turistas estrangeiros que vieram ao Brasil a turismo ou a negócios deixaram aqui US$ 398 milhões em julho, valor 22,08% superior ao apresentado no mês de julho do ano passado.
Com isso, a conta de viagens registrou um saldo negativo de US$ 415 milhões, contra US$ 212 milhões no mesmo mês de 2006, segundo dados divulgados pelo Banco Central.
No ano, os gastos dos brasileiros chegam a US$ 4,308 bilhões, uma elevação de 34,5% em relação aos sete primeiros meses do ano passado.
Essa contabilização considera os gastos feitos em outros países com moeda estrangeira ou cartão de crédito internacional, ou seja, inclui também as compras feitas por brasileiros em sites de comércio eletrônico estabelecidos no exterior. No entanto, não há a segregação desse tipo de despesa.

Divisa dos EUA fecha cotada a R$ 1,991

O dólar comercial fechou negociado a R$ 1,991 nas cotações de venda, uma baixa de 1,09%, na quinta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,130 (valor de venda), o que representa uma queda de 0,93% sobre o preço anterior.
O Banco Central completou dez dias de virtual “ausência” do mercado de câmbio, sem realizar o leilão de compra de moeda, realizado diariamente nos meses passados.
Profissionais de corretoras apontam que a “calmaria” nas Bolsas de Valores, muito menos instáveis na comparação com a semana passada, permite que o mercado de câmbio retome a tendência predominante de baixa.
Gerente de corretora especializada em comércio exterior, que pede anonimato, afirma que uma parcela dos exportadores que estava segurando moeda -numa aposta por uma alta ainda maior das cotações- já começou a fechar operações. Analistas de corretoras ressaltam que permanecem as incertezas dos agentes do mercado com os problemas do crédito imobiliário americano. E lembram: continua desconhecida a extensão das perdas do sistema financeiro com as operações hipotecárias dos Estados Unidos.
Dessa forma, ninguém descarta ainda uma virada nas cotações como reação a uma possível “recaída” das turbulências financeiras.
Juros futuros
O mercado futuro de juros projetou taxas mais altas hoje. Entre as principais notícias do dia, o IPCA-15, uma “prévia” do índice oficial de inflação, teve alta de 0,42% em agosto, contra expectativas de 0,34% do mercado.
O contrato para o mês de janeiro de 2008 projetou juro de 11,28%, contra 11,26% verifcado na quarta-feira. No contrato de janeiro de 2009 a taxa projetada subiu de 11,74% para 11,77%. A exceção ficou por conta do contrato de janeiro de 2010, em que a taxa negociada passou de 12,08% para 12,03%.

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