21 de abril de 2021

Doenças: Pets sentem o impacto do calor. Você precisa redobrar os cuidados

Como os seres humanos, os pets também sentem os efeitos do calor excessivo nesta época do ano. E estão mais expostos a doenças, exigindo que seus tutores redobrem os cuidados com a saúde. A prevenção começa em não expor os bichinhos a passeios longos nas horas em que o sol está a pino, escaldante, aumentar o consumo de água e refrescá-los com banhos eventuais para amenizar os impactos da temperatura alta.

Servir sempre uma refeição leve, úmida, suculenta, e aconchegá-los em espaços que proporcionem mais conforto no ambiente são uma boa medida para prevenir os animais de uma possível desidratação ou doença sorrateira.

De forma hilária, há os que definem que a nossa região só tem duas estações no ano: a quente e a fervendo. A primeira a partir de novembro até junho, marcada por intensas chuvas, e, a segunda, de julho até outubro, quando o calor cozinha os ‘miolos’ de qualquer criatura. E o que dizer de nossos amiguinhos peludos!, que dependem de nós para terem uma vida de melhor qualidade!

Sátiras à parte, vivemos praticamente no centro do Equador, de clima tropical, onde a umidade e o calor intensos são característicos. Se nós mesmos sentimos os impactos na saúde neste período do ano, quando o verão fica mais acirrado entre os meses de setembro e outubro, imagina o quanto os pets estão predispostos a toda sorte de enfermidades oportunistas.

Tanto os pets quanto nós ficamos mais vulneráveis a problemas respiratórios, como resfriados, gripes, pneumonias e até a doenças cardíacas. Eles também têm diabetes, sofrem do coração, estresse, ansiedade, compulsão, depressão, de hipertensão, coagulação irregular, enfim, um sem-número de distúrbios que afetam os seres humanos. Compartilham conosco praticamente a mesma vulnerabilidade orgânica diante de microrganismos causadores de enfermidades.

Nesses dias quentes, os tutores devem ficar atentos às mudanças no comportamento dos animais. E ainda a alterações fisiológicas, casos em que os bichos podem apresentar desidratação. Por isso, é sempre bom deixar disponível água fresca e limpa, além de rações úmidas. E, eventualmente, uma ‘aguazinha’ de coco ajuda também a reforçar o organismo para não desidratar.

Nas horas dos passeios em dias quentes, os protetores de patas e pele são uma boa medida, pois os animais estão mais susceptíveis a queimaduras e insolação. E não se engane: levar o pet para fazer uma tosa completa não irá ajudar. Eles precisam dos pelos para regular naturalmente a temperatura e, se retirados totalmente, pode ser prejudicial. Portanto, não é uma solução adequada.

O ideal é deixar os fios mais curtos, mas sem exageros. O mais adequado é o tutor passear com os bichinhos à noite, no início da manhã e nas horas em que o sol não está tão forte. Os animais de pelagem branca são os mais suscetíveis, pois podem desenvolver câncer de pele. E os que mais sofrem com os dias quentes são os cães braquicefálicos (que têm o focinho achatado), já que respiram naturalmente com dificuldade e costumam apresentar mais problemas respiratórios nesta época do ano.

Também neste período, os tutores devem aumentar a proteção contra carrapatos e pulgas, que encontram as condições perfeitas para proliferar e parasitar os bichinhos.

Eles merecem ser protegidos. Capriche na prevenção!

POR DENTRO

Prevenção

. Para manter os animais resfriados, os ventiladores são mais recomendados que os aparelhos de ar condicionado, já que podem causar ressecamento das vias aéreas, aumentando as chances de vulnerabilidade a alergias.

. Existem protetores específicos para animais, com aplicação semelhante àquelas dos protetores para humanos. A hidratação também é fundamental, com pedras de gelo podendo ser colocadas junto à água da tigela.

. O ideal é que os passeios sejam feitos em momento sem sol ou com sol baixo, até as 9h e a partir das 19h. É fundamental dar acesso ao local adequado, com proteção contra o sol e a altas temperaturas.

DICA ANIMAL

“Meus olhos têm secreção”

Se o seu cão e gato costumam aparecer com os olhos inchados, remelentos, com secreções, parcialmente ou totalmente fechados, fique alerta. Podem ser sinais de muitas doenças, entre elas a erliquiose (doença do carrapato), rinotraqueíte felina (gripe dos gatos) ou até mesmo cinomose, que só ataca caninos, não tem cura e raramente os doentes sobrevivem.

Todas essas doenças podem ser prevenidas com a vacinação a partir dos 45 dias de vida (no caso de cães) e aos dois meses (gatos). Por acomodação ou até mesmo por falta de informação, o problema é que os tutores só decidem buscar ajuda veterinária quando as enfermidades já estão instaladas. E aí, a possibilidade de sobrevida diminui consideravelmente e as despesas aumentam com tratamento.

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