Algumas pessoas têm o hábito de preferir uma palavra ou expressão em língua estrangeira em vez de se valer de nosso idioma pátrio. Mas por que será que isso acontece? Há quem diga que é mais refinado; que tem maior impacto linguístico; que é mais vendável. A verdade é que se justifica preferir um idioma estrangeiro à própria língua que se fala no país no caso em que não houver um significado equivalente e suficiente como tradução. É o que acontece com a palavra marketing. Mas e quanto aos vocábulos do momento, “lockdown” e “live”? Ambos são anglicismos, isto é, empréstimos idiomáticos da língua inglesa. Percebam que não é proibido usar estrangeirismos, só não é bom exagerar e comprometer o entendimento do interlocutor.

“LOCKDOWN”

Pode ser definido como o conjunto de medidas de bloqueio total de circulação de pessoas, sendo mais restritivo do que o isolamento social. É imprescindível que os meios de comunicação e todos que lançam mão dessa palavra a definam, pois não é algo de conhecimento geral. Uma coisa é utilizar estrangeirismos reiterados, tais como freezer; marketing; shopping que, inclusive, já constam até em dicionários. Outra, bem diferente, é começar a utilizar, abruptamente, um estrangeirismo que grande parte dos falantes de língua portuguesa desconhece, causando sobressaltos, interrogações; dificuldades ou até falta de decodificação. 

“LIVE”

No contexto em que se está empregando esse vocábulo, em tempos de quarentena, “live” significa algo realizado ao vivo, seja um show; uma aula; uma palestra; uma reunião de negócios; uma peça de teatro; uma sessão de terapia. Então, como nos valer da “prata da casa” em vez de preferir palavras “gringas”, importadas? No caso de “lockdown”, de fato, não há uma palavra só que possa substituí-la, é uma situação semelhante à ocorrida com marketing, mas, vejam, é essencial traduzi-la para o nosso idioma, pois não é tão conhecida tampouco falada/escrita com a frequência da palavra “marketing”. Em compensação, “live” pode facilmente ser trocada por “ao vivo” ou “vivo”. 

Fonte: Joyce Tino

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