10 de abril de 2021

Desemprego atinge mais mulheres

Taxa feminina de desocupação no mundo situou-se em 5,8% contra 5,3% dos homens, entre os anos de 2002 a 2007

O relatório Tendências Mundiais de Emprego de Mulheres, divulgado ontem, em Genebra, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), revela que as taxas de desemprego das mulheres são mais altas do que as dos homens em escala mundial e não se preveem melhoras nos próximos anos.
O relatório analisa as desigualdades de gênero em matéria de desemprego, emprego, participação na força de trabalho, vulnerabilidade e segregação setorial e profissional. Em nível mundial, antes da crise, as diferenças entre homens e mulheres em termos de desemprego e da relação emprego-população se haviam atenuado. A crise reverteu esta tendência nas regiões mais afetadas.
Nas economias avançadas, a crise parece haver afetado aos homens nos setores que dependem do comércio mais do que as mulheres que trabalham em saúde e educação. Nos países em desenvolvimento, as mulheres foram particularmente afetadas nos setores relacionados com o comércio.
“Embora as mulheres contribuam para a economia e a produtividade em todo o mundo, continuam enfrentando muitos obstáculos que lhes impedem realizar seu pleno potencial econômico. Isto não somente inibe as mulheres, mas também representa um freio ao rendimento econômico e ao crescimento”, declarou Michelle Bachelet, diretora-executiva da ONU Mulheres, que contribuiu com o relatório.
“Garantir a igualdade de oportunidades para mulheres e homens não é somente uma medida justa, é também uma estratégia econômica rentável”, acrescentou.
De 2002 a 2007, a taxa de desemprego feminina situou-se em 5,8%, comparada com 5,3% para os homens. A crise aumentou esta disparidade em 0,5 a 0,7 pontos percentuais e destruiu 13 milhões de empregos para as mulheres.
A diferença de gênero na relação emprego-população diminuiu levemente antes da crise, mas permaneceu alta, em 24,5 pontos. A redução foi particularmente alta na América Latina e no Caribe, nas economias avançadas e no Oriente Médio.
A disparidade na participação da força laboral se reduziu nos anos 90, mas mostrou pouca ou nenhuma convergência na década passada. Tanto as taxas dos homens como as das mulheres caíram do mesmo modo na última década, em grande parte por causa da educação, o envelhecimento e o efeito de “trabalhadores desalentados”.

Enfrentar o problema

“As políticas destinadas a reduzir as disparidades de gênero podem melhorar significativamente o crescimento econômico e os níveis de vida. Nos países em desenvolvimento podem contribuir de maneira considerável com a redução da pobreza”, afirmou José Manuel Salazar-Xirinachs, diretor-executivo para Emprego da OIT.
O relatório estimula a que sejam ampliadas as medidas em matéria de proteção social destinadas a reduzir a vulnerabilidade das mulheres, os investimentos em capacitação e educação e a instaurar políticas que favoreçam o acesso ao emprego.

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