16 de abril de 2021

Custo médio da construção tem alta de 0,17% em RR

indicativo confere ao Estado o ‘título’ de mais caro do país no segmento – liderança crescente desde janeiro deste 2007

O custo médio da construção civil por metro quadrado em Roraima ficou em R$ 694,90 no mês de outubro, valor 0,17% maior que o índice de setembro. O indicativo confere ao Estado o ‘título’ de mais caro do país no segmento – liderança crescente desde janeiro deste 2007. Enquanto isso, o índice nacional da construção civil teve variação de 0,43% no último mês.

 A variação mensal da construção em Roraima foi a menor na região Norte e a quarta menor oscilação do país – ficou atrás de Alagoas (0,03%), Rio Grande do Norte (0,13%) e Rio Grande do Sul (0,14%). Ainda assim, os gastos em outubro no Estado ficaram 16,15% acima da média nacional (R$ 598,27 por metro quadrado) ou 18,46% se comparados com a média registrada no Norte do Brasil (R$ 586,59).

 Num quadro comparativo com o índice do Rio de Janeiro (R$ 666,45), segundo mais caro do país, o indicativo de Roraima é 4,27%. Já ante o valor calculado no Piauí (R$ 521,67), mais barato em território nacional, a diferença é de 33,2%, para mais.

 Para o presidente da Acir/Facir (Associação Comercial e Industrial de Roraima e Federação das Associações), Derval Furtado, o custo da construção civil é reflexo do custo operacional do segmento no Estado. “Esse índice alto é resultado dos gastos com mão-de-obra, que além de não ser qualificada é cara, bem como o preço elevado das mercadorias”, disse.

Conforme Furtado, o valor dos materiais básicos para obras, como cimento e ferro, influencia na composição do custo médio por metro quadrado. “Os principais insumos da construção são bem mais caros em Roraima que em outros lugares do país. Aqui, temos areia de primeira qualidade, mas a carência de outros produtos faz com que os importemos de outras localidades”, explicou, acrescentando que os gastos com frete estão embutidos no total. “Para o setor essa é outra variante negativa”.

 O presidente da Acir/Facir afirmou ainda que a diferença de preço praticada em Roraima deve ao fato de que o Estado não goza de benefícios fiscais como outras localidades. “Em Manaus, por exemplo, a Zona Franca garante isenção de vários impostos aos empresários do setor da construção como o PIS/Cofins, IPI [Imposto sobre Produto Industrializado], além do diferencial em ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], o que torna os produtos mais em conta para o consumidor, seja empresarial ou residencial”, explicou.

Depois de Roraima, os únicos Estados da região Norte cujo custo médio de construção por metro quadrado supera a média nacional e a casa dos R$ 600 são Amazonas (R$ 617,44) e Tocantins (R$ 600,12). No restante do país, somente os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, além do Distrito Federal, tem custo acima dos valores referidos antes.

Os dados foram divulgados ontem (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no relatório do Índice Nacional da Construção Civil, calculado pela entidade, em parceria com a CEF (Caixa Econômica Federal).

No mês de outubro, o índice nacional da construção civil teve variação de 0,43%, próximo ao registrado no mês de setembro (0,42%). No ano, o acumulado é de 4,78% e 5,61%, nos últimos 12 meses.  Em Roraima, a variação é respectivamente de 1,46% e 3,69 – percentuais bem abaixo da média regional (5,53% e 6,30%).

A região Centro-Oeste teve o maior incremento em outubro, ficando em 0,69%. Já os acumulados mais elevados, no ano e nos últimos 12 meses, foram registrados pelo Nordeste (6,19% e 7,29%, respectivamente.

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