19 de abril de 2021

Importações tem incremento de 17,46% na Zona Franca de Manaus

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Exportações seguem em ritmo acelerado em busca do equilíbrio na balança comercial do Estado

No acumulado de janeiro a outubro deste ano, as importações do Amazonas somaram mais de US$ 5.739 bilhões FOB (Free On Board), crescimento 17,46% superior a igual intervalo do ano passado, quando o Estado registrou pouco mais de US$ 4.88 bilhões FOB. Os números fazem parte do estudo mensal divulgado ontem pela Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia).

Segundo o mesmo levantamento, as importações no último mês de outubro somaram uma das maiores médias do ano, US$ 731.65 milhões FOB ante igual período de 2006, quando o volume superou o US$ 539.31 milhões FOB.
Já as exportações, de acordo com a Aceam, fecharam US$ 910.71 milhões FOB no acumulado dos dez primeiros meses do ano, com queda superior a 33,12% em relação a 2006, cujo volume foi de US$ 1.361 bilhão FOB. Na análise do diretor executivo da Aceam, Moacyr Bittencourt, apesar da retração no acumulado do ano, as exportações no Estado seguem ritmo acelerado em busca do equilíbrio na balança comercial para fechar o primeiro semestre de 2008 com saldo positivo nas importações e exportações. O diretor lembrou que, nesse sentido, as exportações de outubro deste ano já figuram essa reação, esboçando alta superior a 12,36%, representada pelo volume US$ 126.74 milhões FOB ante US$ 112.79 milhões FOB de exportados no mesmo período de 2006.

Bittencourt disse que FOB é o valor pago ao exportador pela mercadoria no momento em que ela transpõe a murada do navio no porto designado para embarque. Após o desembaraço, explicou o diretor, “o importador assume todos os custos, inclusive as despesas referentes ao transporte das mercadorias”.

Na opinião de Bittencourt, a história das exportações no Estado não tem tido uma trajetória de crescimento sistemático. Segundo o executivo, o comércio exportador da região vem apresentando uma desaceleração nos últimos dois anos, o que tem levado muitos analistas a compreensão de que, no último bimestre deste ano, se mantenha a tendência instalada de encerramento em queda nos números das exportações. “Não dá para se pensar milagres, já que os mais otimistas consideram que o volume de exportação deste ano encerre, no máximo, igualado ao volume obtido no ano passado”, asseverou.
O levantamento da Aceam chama a atenção para a grande participação de insumos, bens intermediários e bens de capital na pauta de importações do PIM (Pólo Industrial de Manaus). Segundo Bittencourt, esse fato é extremamente positivo, pois representa que a indústria local está agregando bastante valor aos produtos fabricados.

Dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior) apontam que, embora os bens de capital, insumos e bens intermediários representem mais de 70% da pauta de compras brasileiras no exterior, mesmo cenário registrado em 2006, são as importações de bens de consumo que mais crescem. As compras de matérias-primas e bens intermediários também cresceram, segundo a Secex, embora em ritmo menos acelerado: 32,6% em relação a outubro de 2006. As importações de bens de capital tiveram alta de 32,8%, com destaque para maquinaria industrial, máquinas e aparelhos para escritório e científico e peças para bens de capital.

Na opinião do analista econômico, Jorge Cristóvão Segadilha, outubro foi um mês para se comemorar recordes no comércio internacional do país. O economista, lembrando dados da Secex, disse que, apesar da média diária estar abaixo do volume em relação ao mês de setembro, tanto exportações quanto importações de outubro registraram as maiores cifras da história: US$ 15,76 bilhões e US$ 12,330 bilhões, respectivamente.
“O resultado foi tão bom que levou o governo federal a elevar a meta de vendas externas para este ano de US$ 155 bilhões para US$ 157 bilhões. No ano passado, o valor era de US$ 137,47 bilhões”, ressaltou o especialista.

Segadilha lembrou que, igualmente ao ano passado, as importações são as que mais cresceram no PIM, acompanhando a mesma tendência em nível nacional, cujo acumulado do ano já registra alta de 29,8% em rela

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