Custo da construção sobe menos em outubro no Amazonas

Depois de dois meses seguidos de alta, o INCC (Índice Nacional de Construção Civil) do Amazonas subiu com menos força em outubro (+0,25%), ficando bem abaixo da marca do mês anterior (+3,54%). Com isso, o valor do metro quadrado saltou de R$ 1.141,35 para R$ 1.144,23 – R$ 632,96 relativos a materiais e R$509,66 oriundos da mão-de-obra.

O passivo da força de trabalho também avançou, mas os insumos foram os maiores responsáveis pelo acréscimo global. Os dados estão na mais recente pesquisa do IBGE/ Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), divulgada nesta quinta (7).

A variação anual foi de para 5,53%, significando crescimento de 0,26 ponto percentual em relação à marca do mês anterior (5,27%). O percentual ficou bem acima dos 2,60% de inflação acumulada do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em outubro, conforme outra divulgação do IBGE de ontem. No acumulado dos últimos 12 meses, por outro lado, o índice ficou em 6,27%, abaixo do apresentado em setembro (6,47%).

No Brasil, o índice variou 0,19% entre setembro e outubro, configurando uma queda de 0,18 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,37%). A variação anual em outubro foi de 3,69% e mais elevada que em setembro (3,49%). Em 12 meses, o custo da construção ficou 4,17% maior, número abaixo do apresentado em (4,42%).

Um mês depois de encabeçar o ranking, a variação mensal do Estado caiu para a nona posição entre as maiores do país. A maior taxa foi registrada no Pará (1,95%), seguido por Roraima (1,28%). O menor número ficou em Tocantins (- 0,48%). Influenciada pelos ajustes salariais, a região Norte apresentou a maior variação em outubro (0,97%).

Menor do Brasil

Apesar do aumento, o custo no Amazonas segue abaixo da média nacional. O Estado ficou em 13º lugar. Santa Catarina ocupou a primeira posição (R$ 1.325,97), seguida pelo Rio de Janeiro (R$ 1.286,33) e Acre (R$ 1.276,24). Os menores custos foram para Pernambuco (R$ 1.038,16), Rio Grande do Norte (R$ 1.036,39) e Sergipe (R$ 985,51).

A componente mão-de-obra passou de R$ 509,66 para R$ 511,27, mas o o Amazonas ficou abaixo da média nacional (R$ 549,61), ocupando a 13ª posição do ranking. Santa Catarina (R$ 690,57) ocupou o primeiro lugar, seguido de Rio de Janeiro (R$ 663,14) e São Paulo (R$ 632,61). Na outra ponta, Sergipe (R$ 453,15), Rio Grande do Norte (R$ 456,73) e Ceará (R$ 464,23) ficaram com os valores mais baixos.

Como de hábito, o custo de material puxou os números para cima. O valor no Estado (R$ 632,96), contudo, foi menor do que a média nacional (R$ 605,40), levando o Amazonas a subir do 17º para o nono lugar no Brasil. Os índices mais elevados foram registrados no Acre (R$ 704,26), Distrito Federal (R$ 685,48) e Rondônia (R$ 670,46). Os menores ficaram em Pernambuco (R$ 563,13), Espírito Santo (R$ 543,00) e Sergipe (R$ 532,36).

Acima da inflação

Na análise do supervisor de disseminação de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira Jaques, embora tenha passado longe da escalada de setembro, o patamar atingido pelo índice de custo da construção no Estado (+0,25%) ficou bem acima da variação mensal da inflação do IPCA em outubro (+0,10%).

“O custo da construção local voltou ao patamar de antes de setembro, depois do forte aumento no mês da pátria, em função do reajuste do material e da mão de obra. No entanto, a variação ainda está alta. Isso ocorre porque, tanto os preços de balcão, quanto a mão de obra, também tiveram reajuste em outubro, embora pouco”, ressaltou.

Demanda e estoques

Já o presidente do Sinduscon-AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Frank Souza, considera que o impacto da mão de obra é residual nos custos da atividade. A elevação, conforme o dirigente é mais sentida nos materiais e sofre influência do aumento na demanda dos segmentos imobiliário e de obras públicas, bem como à maior renovação nos estoques de habitações no Amazonas.

“O mercado imobiliário está crescendo e promovendo mais lançamentos, ao mesmo tempo em que os governos têm feito mais obras, que refletem essa alta. O reajuste da categoria já foi efetuado e não vejo motivos para que a mão de obra contribua para o aumento do custo, a não ser em fases de serviço. Uma certeza é que o preço vai continuar subindo, mas não era para tanto, já que a Selic está baixando”, arrematou.   

 

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