Crescem investimentos da indústria japonesa em Manaus

O Japão continua sendo o país que mais investiu nas indústrias com operações no PIM (Pólo Industrial de Manaus) alocando recursos cuja soma atual alcança o valor de US$ 1.636 bilhão. O crescimento é de 22,08% sobre o montante aplicado até o ano passado que era de US$ 1.340 bilhão.
A informação foi divulgada ontem pelo vice-presidente da Kaigisho (Câmara de Comércio e Indústria Nipo-Brasileira no Amazonas), Hiroshi Miyazono, durante o evento em homenagem aos 20 anos da entidade que atualmente reúne 52 empresas.
Miyazono afirmou que os investimentos nipônicos na região tendem a se intensificar nos próximos anos, devido aos inúmeros atrativos fiscais, os quais corroboram para o adensamento de várias cadeias produtivas.
O dirigente frisou a importância da injeção do capital japonês para a abertura de novas frentes de trabalho ainda durante o terceiro quadrimestre, momento considerado de alta produção nas indústrias Pólo Industrial de Manaus.
Segundo o empresário, as empresas nipônicas investiram mais de US$ 296 milhões até o primeiro semestre, mas existe a expectativa de se alcançar pelo menos 25% sobre o valor do ano passado. “Em se falando de ZFM (Zona Franca de Manaus), não poderíamos esquecer que, apesar da Câmara atuar no Amazonas há apenas 20 anos, os investimentos japoneses começaram desde o surgimento do Distrito Industrial”, disse.

Participação mercadologica

Dados da Kaigisho apontam que 10% das empresas do PIM têm capital japonês, quantidade cuja representatividade na participação de mercado é superior a 33%. “Além disso, é importante ressaltar que as empresas japonesas respondem por 25% de todo o faturamento do PIM, percentual razoável se considerarmos que existem cerca de 470 empresas atuando na região”, avaliou Miyazono, segundo o qual os investimentos nipônicos alcançaram cerca de US$ 1.34 bilhão em 2006.
Entretanto, apesar dos bons números, Hiroshi Miyazono afirmou que a Câmara vê com preocupação a crise no setor da termoplastia e dos eletroeletrônicos ocasionada pelo aumento das importações de peças plásticas chinesas sob a forma de produtos acabados, ação caracterizada pelo dirigente como predatória na conquista de mercado.
Segundo o executivo, a Kaigisho vem orientando as empresas associadas atuantes nesses dois segmentos para se adaptarem ao processo fabril da TV de plasma.
Durante o evento na sede da Suframa, o cônsul-geral do Japão, Soishio Sato, destacou o crescente intercâmbio entre seu país e o Amazonas através do PIM, falando das expectativas de novos investimentos para o ano de 2008, momento para o qual espera uma relação comercial marcante entre as duas regiões, além de aprofundamento na parceria para desenvolvimento e emprego de novas tecnologias industriais.

Cônsul exalta parceria comercial

Sussumu Segawa disse que os investimentos japoneses na Zona Franca são bons não só para o Estado, mas para o Brasil. “Um país que é nosso parceiro comercial e das instituições democráticas”, ressaltou o cônsul aos líderes empresariais presentes à cerimônia.
Na relação dos investimentos estrangeiros na capital amazonense, conforme dados da Suframa, as indústrias japonesas parecem isolar-se cada vez mais na liderança, seguido do capital estadunidense que fecharam o ano passado apresentando a segunda maior participação no PIB industrial de Manaus, algo em torno de US$ 793.92 milhões, ou 18,83% no montante investido pelas empresas estrangeiras.

Cultura da juta

A titular da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Flávia Grosso, lembrou da contribuição dos japoneses desde a introdução da cultura da juta no Estado, do Amazonas assegurando que as empresas japonesas foram umas das primeiras a acreditarem no modelo ZFM ao ensinarem processos industriais em linhas de produção fabril.

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