Concessionárias apostam na prorrogação

As concessionárias de veículos locais estão apostando na prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a aquisição de veículos novos, que estão, em média, 7% mais baratos com a medida, lançada em janeiro de 2009. Para algumas empresas do setor houve um incremento de vendas superior a 20% nos seis meses de redução do imposto se comparado ao último trimestre de 2008, quando se deu os efeitos da crise financeira internacional.
Oficialmente a redução do IPI termina no dia 30 de junho. Mas há quem diga que o governo já decidiu pela continuação da redução do imposto, ainda que sob forma diferente da atual. Na opinião do gerente-geral da Murano Veículos, Luciano Novellino, que está acompanhando os comentários econômicos do governo, o IPI deve ser prorrogado, mas com novos percentuais. “O ideal era que o governo mantivesse as mesmas regras atuais, o que garantiria a manutenção das vendas para o segundo semestre de 2009 no mesmo patamar atual”, avaliou.
O Ministério da Fazenda tem anunciado que está terminando os estudos sobre o que fazer com o IPI a partir de julho. Porém, especulações extraoficiais dão conta de que a redução do imposto para veículos não vai acabar de uma hora para outra e que a ideia do governo é voltar a cobrar as alíquotas normais aos poucos, para diminuir um possível impacto negativo nas vendas de carros novos.
Na Murano Veículos, que atua com a marca Fiat, as vendas estão a todo o vapor com a proximidade do fim da redução do IPI. A projeção de Luciano Novellino é que devam ser comercializados mais de 3.000 carros novos em Manaus até o fim deste mês, somando as vendas de todas as concessionárias. Ele informou ainda que a média mensal na comercialização de veículos novos na capital amazonense oscila entre 1.800 a 2.000.
Mesmo em tempos de crise econômica, o gerente da Murano disse que a boa performance tem sido obtida graças aos descontos no preço dos carros novos que estão mais atrativos –decorrente da isenção do IPI que é feita no momento em que o produto sai da fábrica. Para exemplificar ele disse que um carro popular da marca Fiat atualmente está custando R$ 27 mil como a isenção do IPI. Se a isenção cair esse preço salta para R$ 29 mil.
Para atender a demanda de veículos novos com a marca Fiat, a Murano está investindo em novo prédio no Distrito Industrial, capacitado para atender 400 carros. O local servirá de deposito para a revisão dos veículos da empresa. “O espaço para acomodar nossos produtos na loja situada no Coroado está pequeno, por isso resolvemos investir em novo ponto que servirá de depósito”, informou Luciano Novellino.

Com agravamento da crise, preço de automóveis despenca mais de 20%

A Solimões Veículos, concessionária da Wolksvagem, vendeu 100 carros novos na primeira quinzena de junho, o que representa 50% do projetado para comercializar neste mês.
Entre os carros da marca mais vendidos pela Solimões estão o GOL e o FOX, com preços a partir de R$ 27 mil. A concessionária está trabalhando com parcelamentos elásticos que chegam até a 60 meses e sem entrada.
O gerente da Solimões Veículos, Paulo Cunha, definiu como extremamente positiva a prorrogação do IPI, que ajudou a alavancar as vendas de carros novos no primeiro semestre de 2009. “A redução do imposto deixa os carros mais baratos entre R$ 2.800 e R$ 3.000”, disse.
Em linhas gerais, Cunha avaliou que as vendas entre janeiro e maio se mantiveram no mesmo patamar de igual período de 2008 graças à decisão do governo de reduzir o IPI a partir de janeiro, o que foi um resultado positivo “Sem a redução do IPI a situação poderia ter sido constrangedora, porque sem o estímulo governamental as vendas teriam recuado no período”, avaliou.

Recuperar mercado

O governo federal decidiu reduzir a cobrança do IPI sobre os veículos a partir de dezembro e os carros ficaram mais baratos. Com isso, as vendas se recuperaram e chegaram a registrar, em 2009, o melhor março da história. Nos últimos dois meses, a média continuou bem acima da registrada em dezembro de 2008.
Com o agravamento da crise econômica, a venda de automóveis despencou 26% entre outubro e novembro do ano passado.
Em recente entrevista, o presidente da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), Sérgio Reze, disse que o desejo da entidade é que a redução do IPI seja prorrogado. “A forma como isso vai acontecer é uma decisão do governo que não nos compete nesse momento manifestar opinião”, disse.
Segundo cálculo da Anfavea (Associação Na­cional dos Fabricantes de Veículos Automotores), para os automóveis populares 1.0 à gasolina o imposto encolheu de 7% para zero; de 1.0 a 2.0 caiu de 13% para 6,5%; acima de 2.0 o imposto foi mantido em 25%. Para os carros a álcool/flex de 1.0 o imposto caiu de 7% para zero; de 1.0 a 2.0 reduziu de 11% para 5,5%; acima de 2.0 foi mantida em 18%. Para outros automóveis, a exemplo de caminhões caiu de 5% para zero; caminhonetes de 8% para 1% e reboques e semirreboques de 5% para zero.

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