Competitividade e novas tecnologias vão impulsionar mercado de celulares

O mercado de telefonia celular surpreendeu e deverá crescer este ano mais do que no ano passado. Depois de alcançar a marca de 99,9 milhões de aparelhos em 2006, a expectativa é de o setor feche este ano com 115 milhões de linhas habilitadas. As estimativas são da Teleco, que divulga hoje panorama sobre a telefonia celular. Os dados mostram ainda a briga continental dos grupos America Movil e Telefónica, que já dominam 70% do mercado na América Latina.
“O setor não perdeu o fôlego como era esperado no início do ano, no Brasil. Ao contrário. A tendência, agora, é superar com certa folga o crescimento que aconteceu ano passado”, explica o diretor-executivo da Teleco, Eduardo Tude. Desde o início do ano os principais executivos e representantes do setor vêm estimando que o crescimento do mercado ficaria entre 9% e 12%, numa clara desaceleração, comparado ao ano passado.
Em 2006, o avanço foi de 13,7%, num total de 12,5 milhões de linhas. Este ano, conforme as projeções da Teleco, o mercado deverá crescer 15%, o equivalente a cerca de 15 milhões de novos aparelhos.

Competição acirrada

A entrada em operação, pela Vivo, da rede GSM (mesma tecnologia usada pelas rivais e que predomina no mundo) e reação da Oi à perda da liderança na região em que atua, formada por 16 Estados, estimularam a expansão do setor, além das ações de mercado da Claro e da TIM.
O executivo conta que o crescimento mais forte se deve justamente ao aumento da competição, com ações mais agressivas, que atraem o consumidor. Ele também analisa que nos anos anteriores a guerra local se dava, principalmente, pela disputa com aparelhos fortemente subsidiados por todas as operadoras. Agora, a Claro e a Vivo continuam investindo na estratégia e as concorrentes Oi e TIM focam mais na oferta de promoções comerciais ligadas ao valor do minuto.
De forma geral, ele estima que a quantidade de minutos falada no país por aparelhos celular deverá crescer. No Brasil, o usuário fala em média 80 minutos ao mês no aparelho celular. Muito pouco comparado a outros países. No Chile, o tempo usado chega a 146 minutos e nos Estados Unidos, a 700. “O motivo disso ainda é o preço”, alerta Tude, citando que as promoções vão estimular o maior uso do celular.

Telefonia vira gerra de continentes

Os dados da Teleco também indicam a forte disputa entre os mexicanos da America Movil e os espanhóis da Telefonica. Um ranking elaborado pela consultoria mostra que dos 320 milhões de aparelhos celular no continente 126 milhões são de empresas do grupo America Movil (39,2% do total), 91 milhões da Telefonica (28,3%) e 40 milhões da Telecom Italia (12,6%). O número dos aparelhos refere-se ao segundo trimestre deste ano.
O ranking das operadoras da telefonia celular na região dá bem a noção do pequeno peso relativo da maior operadora nacional comparada aos maiores grupos, que atuam em outros países na região, além do Brasil. A Oi, que atua somente no mercado doméstico, onde ocupa a quarta colocação, tem 14 milhões de clientes na telefonia celular e uma fatia de mercado de 4%. Isso representa praticamente um décimo do tamanho da America Movil.

Movimentação e aquisições

O último lance na disputa das grandes pelo mercado brasileiro foi a compra da Telemig e Amazônia Celular pela Vivo, empresa controlada pela Telefonica e pela Portugal Telecom (PT). O mercado espera uma reação por parte da Claro, empresa do grupo America Movil. Para Tude, a Claro deverá aproveitar algumas licenças que já detém e partir para a oferta de serviços na chamada Terceira Geração (3G), assim como a Telemig já vem fazendo.
Além da aquisição da Telemig, os outros lances do setor foram a compra da participação da Telecom Italia no capital da Brasil Telecom (BrT) por parte dos fundos e a entrada da Telefonica na Telecom Italia (TI), um negócio feito no exterior, entre as matrizes das empresas, o que, na visão da Teleco, bloquearia a hipótese de a TIM (controlada pela TI) eventualment

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