Comércio espera recorde de vendas

A semana que antecede o Natal deve movimentar ainda mais o comércio em Manaus, que já comemora o bom resultado com o crescimento de vendas registrado nas duas primeiras semanas de dezembro. Para potencializar os resultados, os lojistas através da CDLM (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus) decidiram ampliar o horário de atendimento em mais uma hora, prevendo demanda de clientes que normalmente cresce com a liberação da segunda parcela do 13º salário da Indústria. Premiações como carros e lanchas de luxo também tem atraído os consumidores.
De acordo com o presidente da CDLM, Ralph Assayag, o comércio que vinha praticando o horário estendido em uma hora, precisou ampliar em mais uma durante a semana para atender a demanda de consumidores. “As lojas passam a funcionar no horário de 9h às 20h30, vigorando até segunda-feira (23). E na terça-feira (24), véspera de Natal, o expediente será reduzido para 18 horas,” informou.
O comércio supera as expectativas de vendas em Manaus e deverá encerrar o ano com recorde de crescimento de vendas, superando a expectativa de 8% em relação ao ano anterior. Nas três semanas que antecedem o Natal, a CDLM faz uma prévia do balanço e verifica que a primeira semana de dezembro também superou a expectativa de crescimento do número de consumidores que anteciparam as compras de Natal em todos os segmentos do comércio.
Na segunda semana, se repetiu o bom desempenho, segundo o presidente da entidade, o clima (sem chuvas) favoreceu o momento de ir às compras e os consumidores corresponderam aumentando o movimento nas lojas. “No ano passado choveu muito na segunda semana e o movimento foi muito forte nos bairros, shoppings e no Centro, superando o resultado da primeira semana”, comparou.
Na terceira semana antes do Natal, a expectativa é que o clima ajude. “Esperamos que não chova nos horários cruciais e com isso possamos superar também até os números que estavam programados para 8%”, informou.

Mais empregos e renda

Ralph verificou que o crescimento das vendas no comércio de Manaus aconteceu em consequência do aumento de 14% no pagamento do 13º salário quando o comércio contratou 11 mil pessoas a mais em relação ao ano passado. “Os lojistas se preparam durante o ano para ter uma tranquilidade no Natal para chegar a 8% de crescimento e agora acreditamos que o resultado possa ser superior a 8%”. “Se essa semana for pelo menos igual a anterior nós superaremos os 8%”, avaliou.
A capital amazonense registra um crescimento de vendas diferente das demais capitais brasileiras, que estão abaixo das expectativas do ano, previstas em pesquisas de sondagem. “Manaus tem uma situação diferenciada pela própria arrecadação do Estado na rubrica Comércio e Serviços que no mês de outubro bateu mais um recorde”.
Com o governo federal e municipal realizando diversas obras que geram emprego e renda e que movimentam a indústria da construção civil ao consumir materiais e serviços. Seguindo a cadeia econômica os governos ao entregar casas populares à população, realiza o sonho da casa própria estimulando a compra de moveis, eletrodomésticos e objetos de decoração. “A cada casa nova entregue pelo governo do Estado e prefeitura, as pessoas contempladas estão adquirindo móveis novos, seja através de financiamento ou com o 13º salário o que dá uma força de venda maior ao comércio no dia a dia”, analisou.
A CDLM reconhece que 2013 foi um ano difícil, “mas prazeroso” por conseguir obter todos os resultados estimados, sendo o principal, aumentar o número de empregos. “Esperamos que 2014 seja um ano ainda melhor que 2013, quando a cidade deverá receber muitos turistas estrangeiros e se nós soubermos recebê-los e atendê-los com certeza deixará um legado para milhões de pessoas, este será o maior legado da Copa”, finalizou Ralph Assayag.
De acordo com o assessor de economia da Fecomércio-AM, José Fernando Pereira da Silva, a última pesquisa realizada pela federação destacou o número elevado de consumidores que vai utilizar o 13º salário para pagar dívidas. “A preocupação maior dos consumidores está em saudar os compromissos. A intenção é de recuperar o crédito no mercado”, analisou.
José Fernando ressaltou que não há conflito entre a pesquisa realizada pela Fecomércio ou por outra instituição, “o que ocorre é a pluralidade de metodologia aplicada ao mesmo objeto de pesquisa”, frisou.

Resultado das primeiras semanas desanima Alasc

A presidente da Alasc (Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping Center) Mercedes Braz, está desaminada com o resultado das vendas precedentes ao Natal no shopping. “As vendas tem demonstrado um crescimento menor do que o estimado, mesmo com a 2ª parcela do 13º eu acredito que não recupera mais. Quem tiver sorte vai ter um crescimento em torno de 4% a 5%”, lamentou. Esta é a expectativa de vendas do comércio no eixo Rio-São Paulo, entre 4% a 5% segundo sondagem divulgada pela Fecomércio.
Mercedes Braz, mesmo decepcionada com o atual resultado, ainda aposta nas vendas de última hora e nas premiações da campanha de Natal. A partir desta sexta-feira (20) os shoppings passam a ter horário diferenciado das 10 horas da manhã até a meia noite e na véspera de Natal funcionam das 10 horas até as 18 horas para atender a demanda de clientes. “Na minha opinião o que está atraindo mesmo os clientes é a premiação: uma lancha e um carro que estão em exposição. Eu vejo que as pessoas estão muito animadas para querer ganhar ”, informou.

Endividamento

O economista alerta para o endividamento que pode ocorrer com o consumo excessivo no período de Natal precedido de férias, devido à utilização excessiva do limite de crédito pessoal. “Nós ainda não temos a cultura de guardar o dinheiro. Apesar do volume de vendas aumentar, o endividamento também corre em paralelo porque há pessoas que acabam utilizando o limite de cheque especial, cartões de crédito muitas vezes bem acima de sua capacidade de pagamento gerando um futuro de endividamento para o início do ano”, constatou.
Marcus Evangelista informa que nessa época do ano existe uma forte tendência ao consumo e as pessoas muitas vezes se levam pela emoção, esquecendo que janeiro é um mês atípico, diferente do ano, onde há uma tendência de se ter mais compromissos a serem pagos. Por exemplo, matrícula escolar, material escolar, fardamento, impostos obrigatórios como o IPVA e IPTU, ou seja, uma série de gastos, custos e compromissos já conhecidos. “A dica mais prudente seria de reservar uma parte dos ganhos extras para que supram as despesas iniciais do ano. Assim ter mais tranquilidade para programar as novas aquisições no decorrer do ano”, alertou.

Preferência pelo vestuário

O consumidor amazonense pretende gastar R$ 330 em média com as compras de Natal neste ano. Cerca de 33,4% dos entrevistados pretendem gastar entre R$ 201 e R$ 400 com o presente. Dos 88,3% que responderam já terem decidido o que comprar 10,5%, a maioria, optou por artigos de vestuário; 6,5% brinquedos; 3,7% smartphones e tablets; 3,4% TVs e 1,1% DVDs. É o que revela a Pesquisa de Intenção de Compras e Confiança do Consumidor, realizada pelo IFPEAM (Instituto Fecomércio de Pesquisas Empresariais do Amazonas) no mês de novembro, com aplicação em dezembro.
Quanto ao local onde os consumidores costumam fazer compras, a pesquisa apontou ainda que a preferência continua sendo o Centro de Manaus, com 65,2% dos entrevistados, 20,3% pretendem comprar em shoppings e 14,5% no comércio dos bairros onde moram.
Com 50,8% de preferência aparece o pagamento a dinheiro ou débito automático, seguido pelo cartão de crédito com 44%, já o crediário representa apenas 4,8% do total de entrevistados.
Economia Amazonense
Na análise da situação da economia amazonense atual, a pesquisa Fecomércio revelou que 49,3% dos entrevistados acredita que a economia está bem melhor que o observado no mesmo período do ano passado. Quanto à expectativa econômica para os próximos seis meses, 56% dos entrevistados esperam que a situação melhore em relação a atual.
O índice de empregabilidade em novembro revelou que para 40,7% dos entrevistados as chances de conseguir um emprego melhoraram um pouco quando comparadas ao igual período do ano passado. Já para os próximos três meses, observou-se que 49,2% dos entrevistados acreditam que as chances de conseguir um novo emprego estarão mais fáceis que a atual. A pesquisa foi realizada por zonas de Manaus contando com 400 consumidores.

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