CNI prevê crescimento menor da indústria no próximo ano

A CNI (Confederação Nacional da Industria) aponta que o país vai crescer no ano vem 2,1%, taxa menor que a projetada pela entidade para este ano (2,4%).
Os dados constam do último Informe Conjuntural da CNI do ano, publicado hoje. Para a confederação, a qualidade do crescimento será melhor em 2014, mas permanecerão as dificuldades para o país retomar um aumento mais vigoroso do PIB, entre elas a confiança do empresariado.
O presidente da CNI, Robson Andrade, disse que é possível ter um crescimento um pouco maior que o projetado pela entidade. Para isso, segundo ele, é necessário reduzir a burocracia e melhorar a competitividade das empresas nacionais.
“A burocracia dificulta qualquer empreendimento e desestimula os investimentos. Até na vida pessoal, a burocracia nos penaliza”, afirmou Andrade que reclamou principalmente dos problemas trabalhista.
O estudo projeta que em 2014 o crescimento da indústria será de 2%, um pouco superior ao 1,4% projetado para 2013. O país também terá crescimento de 5% dos investimentos em relação a este ano, o que deverá elevar a taxa de investimento do país para patamares próximos dos 20%.
“A qualidade do crescimento será um pouco melhor que a do ano passado”, disse o economista Flávio Castelo Branco, responsável pela análise, referindo-se ao fato do aumento do PIB de 2012 ter sido baseado quase que totalmente no aumento do consumo. Ele projeta que o consumo das famílias crescerá menos em 2014 (1,7% contra 2,1% de 2013).
Branco aponta ainda que o país deverá ter um superavit primário da ordem de 1,4% do PIB. Com esse dado e uma inflação ainda elevada (6% é a projeção da entidade para o IPCA de 2014), ele projeta que a taxa Selic ficará acima dos 10% ao longo de todo o ano, o que fará com que os juros reais sejam de 4,4% ao longo do ano, mais que o dobro deste ano.
O economista também projeta um pequeno aumento nas transações internacionais para 2014 e uma redução do deficit das contas externas para aproximadamente R$ 72 bilhões. Para ele o Brasil deverá registrar saldo comercial de R$ 9 bilhões em 2014.

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