Bolsonarismo, lulismo ou centrismo?

A provável entrada de Luiz Inácio Lula da Silva no jogo eleitoral traz hoje implicações para pretendentes ao Planalto que apostavam em se colocar no centro do espectro ideológico e, claro, para o projeto de reeleição do atual presidente.

O presidente Jair Bolsonaro não tinha um adversário materializado: João Doria estava tentando se colocar como alternativa, apareceu Luiz Henrique Mandetta, Ciro Gomes estava tentando se viabilizar. Eram balões de ensaio, e Fernando Haddad era uma incerteza.

Há quem acredite que Bolsonaro até “queria” Lula na disputa, já que tem hoje uma minoria de apoiadores, mas vai querer chegar a uma maioria (apostando) no sentimento antipetista. Nesta avaliação, está embutida a hipótese de que Bolsonaro e Lula chegariam ao segundo turno.

Bolsonaro é o presidente, e o presidente vai para o segundo turno, por regra, no Brasil e em outros países que têm reeleição. E desde 1989 o PT é um dos dois partidos mais votados. Lula é forte, se elegeu duas vezes, elegeu sucessora. Um é forte por estar na presidência, o outro por seu histórico.

Talvez Lula seja um candidato melhor para o presidente no segundo turno, porque é mais difícil para eleitores do centro-direita votarem nele. Alguns eleitores que têm sentimentos antipetistas e que poderiam considerar votar em outro candidato do PT ficam mais longe do partido com o nome do ex-presidente.

Algo que ilustra isso é que, recentemente, algumas figuras públicas como o ex-presidente Fernando Henrique e o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia declararam que tinham se arrependido de não ter apoiado Haddad (na eleição presidencial de 2018) à luz do que está acontecendo hoje (no governo Bolsonaro). Essas pessoas que em 2022 poderiam apoiar algum candidato contra o presidente Bolsonaro talvez tenham mais dificuldade de apoiar o ex-presidente Lula do que outros nomes.

Mas se em 2018 o antipetismo foi a principal força da eleição presidencial, em 2022 entra na disputa um antibolsonarismo mais encorpado.

É praticamente impossível Bolsonaro ter os mesmos 57 milhões de votos (como no segundo turno de 2018). 

Já está dado que a volta de Lula ao jogo eleitoral tem consequências importantes, mas qual será por exemplo o posicionamento de militares, empresários e políticos de centro-direita e centro-esquerda? Eles vão acolher ao chamado do bolsonarismo, do lulismo ou do centrismo.

Foto/Destaque: Divulgação

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