Balde Cheio fortalece pecuária leiteira

Programa Balde Cheio aumenta produtividade leiteira e cria nova cultura da atividade pecuária

No Amazonas, o programa Balde Cheio aumenta produtividade leiteira e cria nova cultura da atividade pecuária, baseada na mecanização, aproveitamento do solo e ausência de desmatamento. Com foco na pecuária leiteira, o programa atende diversas áreas, como controle reprodutivo e análise econômica da produção estimulando a instalação de empresas de laticínios no interior do Estado, que vem dobrando a produção, passando para 100 mil litros de leite por dia, uma alta produtividade, segundo dados da Faea (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Amazonas).
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) deu consultoria já há alguns anos para implantação do projeto Balde Cheio no Estado, trazendo a experiência desse projeto implantado inicialmente no Sudeste e Sul do país com foco em técnicas de manejo de pastagem, sanidade animal, controle e gestão da propriedade, visando a produção leiteira. O presidente da Faea, Muni Lourenço, disse que o Amazonas foi o 26º Estado em aderir ao programa Balde Cheio, já consolidado nos demais Estados da federação. “Somos o antepenúltimo do Estado em implementar, então essa não é nenhuma novidade, não houve nenhuma surpresa negativa. Esse é mais um grande presente da santa Embrapa com os pecuaristas brasileiros”, reconheceu.
Lourenço também reconhece que a atividade tem dado bons resultados em Presidente Figueiredo, município da Região Metropolitana de Manaus, considerado a segunda bacia leiteira do Amazonas. Apuí é o maior fabricante e em Santo Antônio do Matupi, conhecido como 180, por estar localizado no quilometro 180 da Rodovia Transamazônica, inaugurou em abril deste ano o maior laticínio do Estado com capacidade de processar 100 mil litros de leite por dia. Seus produtos já estão nas gôndolas no DB, por exemplo, o queijo mussarela.
Com um investimento de R$ 8 milhões na região, a fábrica Laticínio Matupi, em Santo Antônio de Matupi, distrito de Manicoré distante 434 quilômetros de Manaus, gera 45 empregos diretos. Já a fábrica Coploa de Altaz Mirim produz cerca de 50 mil litros de leite por dia, o que representa 50% da produção diária em Santo Antônio do Matupi.
Lourenço também falou sobre a fábrica de laticínio flutuante na comunidade Novo Céu, em Autazes, às margens do rio Mutuca que passará a funcionar em 30 dias. “Mais uma conquista dos pecuaristas leiteiros com o apoio da Adaf, que teve a sensibilidade de aprovar o projeto que vai beneficiar todos da região, seja no período da cheia, seja no período da vazante”, reconheceu.

Feira leiteira
A Megaleite, maior feira da pecuária leiteira do Brasil, reunirá no período de 30 de junho a 4 de julho de 2015 as principais raças leiteiras, no Parque Fernando Costa, em Uberaba (MG). Organizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, a Megaleite tem como objetivo reunir toda a cadeia produtiva do leite em torno de um único evento, mostrando a potencialidade do setor. Em 2015, a feira terá como tema o mercado internacional. Mostras das raças leiteiras Girolando, Gir Leiteiro, Holandesa, Pardo-Suíço, Simental, Guzerá Leiteiro, Sindi, Indubrasil, estão na programação do evento. A expectativa é de que participem mais de dois mil animais leiteiros. A Megaleite também contará com julgamentos, torneios leiteiros, leilões, feira de negócios, shoppings de animais, debates e atividades socioeducativas.
Representantes dos municípios de Apuí, Autazes, Careiro da Várzea, Manicoré e Presidente Figueiredo, capitaneados pelo titular da Faea participarão da Megaleite em busca de novas tecnologias para o setor. “Na semana que vem, vamos em caravana para marcar presença e trazer para o Amazonas, as mais modernas tecnologias para melhorar cada vez mais a vida dos pecuaristas de leite do nosso Estado”, informou Muni Lourenço.

Alta produtividade
Dados da Embrapa apontam os 30 municípios com maior produção de leite bovino em 2013, no Amazonas, começa pelo Careiro da Várzea, seguido por Autazes, Apuí, Parintins e Itacoatiara, na 30ª posição está Santo Antônio do Içá fechando o ranking amazonense. As informações foram fornecidas pelo economista José Olenilson, pesquisador da Embrapa.
Segundo Olenilson, esta produção não se concentra em apenas um município ou região do Estado, mas é possível identificar que apenas os 5 primeiros colocados do ranking apresentam individualmente produção maior do que 10% da produção estadual. O 1º colocado Careiro da Várzea contribui com quase 1/5 da produção do Estado, e o 2º colocado Autazes fica menos de 2 pontos percentuais abaixo.
Ainda segundo Olenilson, tradicionalmente os 5 primeiros colocados têm sido reconhecidos como polos de produção leiteira no Amazonas, com Apuí recentemente despontando mais do que os demais. Cabe ressaltar que o ranking se refere apenas ao leite bovino, não devendo ser confundido com a produção considerável de leite bubalino existente no Amazonas, cuja produção concentra-se no município de Autazes.

Tanair Maria
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