10 de abril de 2021

Avicultura e suinocultura são maiores do que a crise

Os temas relacionados à crise econômica global estão em alta na imprensa e também em todos os debates de esfera corporativa. Mas, afinal: essa turbulência irá se refletir nos setores avícola e suinícola?

Os temas relacionados à crise econômica global estão em alta na imprensa e também em todos os debates de esfera corporativa. Mas, afinal: essa turbulência irá se refletir nos setores avícola e suinícola?
Já é possível mensurar os impactos da atual conjuntura. Assim, se olharmos o mercado de uma forma geral, vamos concluir que a cautela está presente em cada ação realizada. Porém, o fim do mundo não ocorreu e nem acontecerá.
Avaliando os números e os fatos, veremos que a avicultura brasileira cresceu no ano passado, está firme no presente e tem planos de crescimento para o futuro. Em linhas gerais, em 2008 a produção brasileira de carne de frangos saltou para o patamar de 11 milhões de toneladas. Some-se a essa estatística o aumento do consumo interno em cerca de 400 mil toneladas, chegando a 7,3 milhões de toneladas consumidas, segundo a Abef (Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango).
Em termos de mercado externo, o Brasil também avançou. No ano passado, o país exportou 3,6 milhões de toneladas, superando com sobras o resultado do ano anterior: 3,2 milhões/t. Com isso, a receita de exportações saltou 39,66% em relação a 2007. Tanto o mercado está estável que a Abef já projetou aumento de 5% na produção de frangos para atender o mercado interno. Ou seja, quando se tem crescimento, toda a cadeia produtiva sai beneficiada.
Um exemplo positivo parte do Paraná, um dos principais players na produção de frangos. Mesmo com todas as dúvidas que rondam o setor, o Estado projeta crescimento para 2009 e ainda está focando suas atenções para entrar em novos mercados, como China e Cuba.
Se olharmos outras ações por parte dos órgãos públicos, verificamos que o mercado, aos poucos, conta com mais respaldo para evoluir. É o caso da recente portaria que dá isenção do IPI, PIS e Cofins na compra de mercadorias para a fabricação de produtos para a exportação. Isso certamente estimula os investimentos e a competitividade.
Com relação à suinocultura, o mercado obteve modesto aumento em 2008, registrando 3,03 milhões de toneladas produzidas, segundo a Abipecs (Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína). O consumo interno aumentou 100 mil toneladas, totalizando 2,4 milhões de toneladas, e a receita conquistada com a venda externa atingiu US$ 1.48 bilhão: crescimento de 20% em relação a 2007. Para 2009, a Abipecs acredita que o consumo per capita no país – hoje de 13,44 kg – deve aumentar. Em 2007, estava em 13,01 kg.
A suinocultura também vem recebendo atenção dos órgãos governamentais. São várias ações positivas, como a proposta do Mapa em lançar uma linha especial de crédito para financiamento de estocagem de carcaças e a autorização por parte do CMN (Conselho Monetário Nacional) de incluir projetos de investimentos em suínos (e também em aves) no Pronaf Mais Alimentos, que permitirá aos produtores solicitar crédito de até R$ 100 mil, com taxa de 2% ao ano.
Somam-se a estas iniciativas os esforços da ABCS (Associação Brasileira dos Criadores de Suínos) em articular junto ao governo federal a inclusão da carcaça suína na política de preços mínimos. Em caso de êxito, será mais uma medida que representará avanço para a atividade.
Ou seja, olhando os resultados do ano passado e as atuais previsões e mobilizações, é fácil concluir que os mercados de aves e suínos são maiores do que a propalada crise.

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