Ataques hackers crescem 148% em março

A adoção repentina de regimes de home office e a dificuldade maior de aplicar medidas de segurança para funcionários que trabalham de casa levou a um aumento de 148% no número de ataques hackers contra empresas em março. Os números mostram que os bandidos estão aproveitando o período de pandemia do novo coronavírus para aplicar golpes, apostando na ideia de que, remotamente, os sistemas dificilmente contam com a mesma proteção do que dentro das estruturas internas.

Isso se tornou verdade, principalmente, para quadrilhas que trabalham com ransomware, que já vinha crescendo em popularidade e se tornou, no último mês, o tipo de malware que mais atingiu as corporações de todo o mundo. Os dados são da VMware Carbon Clack, uma empresa especializada em cibersegurança e virtualização, que viu o número de ataques mais do que dobrar em relação ao que foi registrado em fevereiro de 2020.

De acordo com os especialistas da empresa, o aumento na eficácia desse tipo de golpe tem a ver com a fragilidade maior do trabalho remoto. A rapidez com que os regimes de home office tiveram de ser implementados também ajudou, com profissionais levando computadores de trabalho para casa, os conectando a redes sem fio potencialmente desprotegidas, ou utilizando seus próprios equipamentos, que podem não contar com a segurança adequada e estarem desatualizados. E estas são apenas dois exemplos possíveis de porta de entrada para os criminosos.

Os dados são corroborados por outras análises internacionais. A Arctic Security, também especializada em cibersegurança, vinha enxergando um aumento nos ataques desde fevereiro e, em março, também viu o número de golpes mais do que dobrar tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Os especialistas também culparam as políticas de segurança insuficientes, principalmente o uso de VPNs inseguras em uma parca tentativa de trazer um pouco mais de proteção às conexões remotas.

Os dados apresentados nesta semana pelo FBI são ainda mais alarmantes e apontam um crescimento de 300% no número de denúncias registradas em sua divisão de crimes cibernéticos. A agência americana indicou, ainda, um panorama perigoso, com centros médicos e instituições de saúde estando entre os alvos preferenciais dos criminosos, que visam o roubo de dados de pacientes infectados e informações sobre pesquisas e vacinas.

Fonte: Redação

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