Após Fed, Bovespa fecha em forte alta de 4,28%

A decisão do banco central americano fez o Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) disparar ontem. A Bolsa brasileira retornou ao seu maior nível desde o dia 23 de julho, véspera do início da crise financeira que arrasta os mercados há meses.
O Ibovespa, principal indicador da Bolsa brasileira, finalizou o dia em forte alta de 4,28% aos 56.666 pontos. Esse indicador, que acompanha os preços das 63 ações mais negociadas, teve o seu maior ganho em um só dia desde o dia 6 de março deste ano, quando valorizou quase 5%. O volume financeiro de ontem foi de R$ 5,78 bilhões, acima da média diária do ano.
A taxa de risco-país despencou 6%, -para 188 pontos- a menor pontuação do índice Embi+ desde o dia 23 de julho.
Investidores refletiram positivamente a decisão do Federal Reserve (o BC americano), que reduziu a taxa básica de juros local em 0,50 ponto percentual, para 4,75% ao ano. A redução surpreendeu não poucos analistas dos mercado, que estimavam um corte de somente 0,25 ponto percentual.
Para economistas de bancos e corretoras, o Fed agiu de forma positiva para prevenir o contágio da economia real (consumo e setor produtivo) com os problemas do mercado de crédito imobiliário americano. No entanto, alguns analistas não descartam uma reversão da euforia do mercado de hoje, quando a “poeira assentar’.
“Pode ser que nos próximos dias o mercado comece a fazer uma leitura de que o Fed está um pouco nervoso com a economia. É até possível que haja uma reversão dos mercados. A pergunta de US$ 1 bilhão é quando isso pode acontecer”, avalia Ivo Chermont, economista da Modal Asset Management.
No front corporativo, a Petrobras anunciou ontem que a produção de petróleo, no território nacional, foi de 1,80 milhão de barris diários em agosto, número 2,5% acima do volume extraído no mesmo período de 2006. A ação preferencial da companhia valorizou 4,33%, a R$ 56,85.
“Vale lembrar que em seu Plano Estratégico, a companhia reiterou a intenção de elevar na média anual a produção em praticamente 7% até 2015, o que é uma performance muito superior em comparação com as pares internacionais”, avaliou Felipe Cunha, analista da corretora Brascan, em relatório ao mercado.

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