Ampliação do Pró-Genética deve beneficiar produtores

Termina na próxima quinta-feira, 9 de agosto, a eleição para a presidência da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), maior organização pecuária do país. Presente no Distrito Federal e em 25 Estados da Federação, a ABCZ tem hoje cerca de 17 mil associados em todo o Brasil.
O pecuarista José Olavo Borges Mendes, duas vezes presidente da entidade, deverá suceder a Orestes Prata Tibery Junior, que hoje ocupa o cargo. O futuro presidente da ABCZ pretende intensificar nacionalmente o Pró-Genética (Projeto de Melhoramento da Qualidade Genética do Rebanho Bovino), programa de “inclusão genética” que atenderá a milhares de pequenos produtores a partir da facilitação de crédito, como já ocorre no Estado de Minas Gerais.
“Entre a base do rebanho e sua pirâmide, formada por animais melhorados, existe um hiato a ser superado. Os números do IMA (Instituto Mineiro de Agropecuária) dão uma boa pista: o gado de elite ainda representa menos de 1% do plantel no Estado. Para mudar esta realidade, é preciso agir e enterrar, de vez, a idéia de que o melhoramento genético só pode ser usufruído pelos grandes produtores”, avaliou José Olavo.
Desde que foi lançado, em setembro de 2006, o Pró-Genética vem promovendo a melhoria da qualidade e produtividade dos rebanhos, na padronização da desmama dos bezerros e no aumento da renda de pequenos e médios pecuaristas, que até então não dispunham de acesso a touros melhoradores.
A “inclusão genética” atende prioritariamente a base dos produtores, que não contavam nem com crédito ou apoio para qualificar seus plantéis. O apelo foi demonstrar que a troca do touro de baixa qualidade por um PO aumenta em até 30% o valor da sua desmama, seja para leie ou corte.
Os PO (puros de origem), são animais em que na sua ascendência não consta nenhum outro tipo de acasalamento a não ser de animais Limousin, ou seja, com grau de sangue 100% Limousin) aumenta em até 30% o valor da sua desmama, seja para leite ou corte.
“Custos existem, é claro, mas nada que um bom mutirão não resolva. As parcerias são fundamentais. A ABCZ, por exemplo, se encarrega do material de comunicação e do técnico que inspeciona os animais na chegada da Feira de Tourinhos. A Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) financia as visitas aos pequenos produtores, elabora os projetos para os bancos e ajuda a atualizar os cadastros junto às instituições de crédito. As associações locais contribuem com a assessoria de imprensa, o local de realização das feiras, o volumoso para os animais e até o café para os visitantes. Desta forma, dividindo ônus e ganhando em sinergia, a ABCZ está realizando cerca de 15 feiras este ano em Minas Gerais”, completou José Olavo.
Como o pecuarista com módulo de até 150 hectares forma 85% das propriedades pecuárias do Brasil, José Olavo explicou que já existe o perfil ideal para intensificar nacionalmente o Pró-Genética.
Em Minas, segundo expectativa do governo, a demanda para os próximos quatro anos é de 40 mil tourinhos. E, segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), o Brasil tem um déficit anual de 400 mil tourinhos.
“Estas demandas podem ser plenamente atendidas se, a exemplo do que faz Minas, conseguirmos juntar neste esforço Emater, sindicatos rurais, cooperativas, secretarias de Agricultura, unidades da Embrapa, Ministério do Desenvolvimento Agrário, com o apoio das linhas de financiamento para os pequenos –Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e Proger Programa de Geração de Emprego e Renda)”, disse José Olavo. A quantidade de recurso disponibilizada tem condições vantajosas: até oito anos para pagar, dois anos de carência e até 3,5 % de juros ao ano.

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