Alta de 11% no acumulado do trimestre gera reflexo positivo para a indústria

O desempenho da indústria amazonense nos três primeiros meses de 2008 e a atual política industrial e econômica são temas abordados pelo presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Mauricio Elísio Martins Loureiro, nesta entrevista concedida ao Jornal do Commercio, pela passagem do Dia da Indústria, comemorado neste domingo. O empresário comenta também sobre a grave dos auditores fiscais da Receita Federal que deixou um prejuízos de R$ 1 bilhão para as indústria do PIM e uma legião de trabalhadores desempregados.

Jornal do Commercio – No comparativo de março deste ano com março do ano passado, o IBGE apontou que o Amazonas teve retração de 7,6% na produção industrial, mas ainda registra aumento acumulado de 11,7 no 1º trimestre de 2008. Como o senhor avalia este desempenho nos primeiros meses de 2008?
Murício Loureiro – Muito embora tenha existido retração no primeiro trimestre de 2008, segundo o IBGE, houve sustentação dos resultados pesquisados pelo Cieam em dezembro de 2007. Ou seja, as pesquisas mostraram que a indústria de modo geral está bem posicionada em relação à economia brasileira. Houve aumento no número de empregos, houve aumento de faturamento, houve aumento de produtividade e houve atração de novos investimentos. O crescimento acumulado de 11,7% traduz tal efeito.

JC – Este resultado negativo já era esperado?
Loureiro – Na realidade não tivemos resultado negativo. O que ocorreu foi um ajustamento de processos industriais que refletiram positivamente nos meses subseqüentes, haja vista o crescimento dos empregos e do próprio faturamento da ZFM.

JC – Fatores como a greve dos auditores prejudicaram o desempenho da industria amazonense? Existe alguma saída ou proposta para que o Estado, que depende destes profissionais na importação e exportação, fique menos prejudicado com estas paralisações?
Loureiro – Não temos a menor dúvida de que a greve trouxe prejuízos à sociedade, principalmente aos que amargaram demissões em função do movimento paredista. Contabilizamos prejuízos tangíveis e intangíveis. Os tangíveis ficaram em torno de R$ 1 bilhão, enquanto que os intangíveis, são as quebras de contratos, as multas por não fornecimento de produtos, a visão dos investidores de que no país as regras jurídicas não são respeitadas ou mesmo as decisões judiciais. Tudo isso nos leva a crer que é preciso modificar o status quo. Talvez precisemos reestudar o papel do auditor fiscal na zona primária, assim como ocorre hoje em países mais desenvolvidos, inclusive culturalmente.

JC – Quais as perspectivas do Cieam para os próximos meses quanto ao crescimento industrial do PIM?
Loureiro – Muito bom. Temos pesquisas que indicam que os próximos meses serão de bons negócios. Há uma forte tendência de que o segundo trimestre será representativo para o PIM, seja em faturamento, assim como em número de empregos. Acreditamos que o faturamento em 2008, superará em pelo menos 10% o do ano passado que foi de US$ 25,3 bilhões.

JC – Em quais meses o Estado deve registrar os melhores resultados neste ano?
Loureiro – Depois de transcorrido o Dia das Mães e agora o Dia dos Namorados, teremos ainda o Dia dos Pais, que poderá representar um bom movimento na rede comercial do Estado e do país. Muito embora o grande salto nos negócios ocorre mesmo a partir de setembro de cada ano. Este ano não será diferente, pois há um forte movimento no consumo interno, atrelado ao aumento de crédito no mercado e da própria renda do brasileiro que cresceu em termos reais.
 
JC – Quais segmentos devem ter os melhores índices de expansão neste ano?
Loureiro – Acreditamos que o setor de duas rodas de um modo geral, além de alimentos, bebidas, relógios, celulares, cosméticos, televisores de plasma e LCD, computadores e outros bens de informática, também terão destaque no faturamento de 2008.

JC – O Amazonas tem grande volume de exportações e a economia aponta forte tendência de fortalecimento do mercado interno e val

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