Ligação com países andinos pode ajudar a reduzir preço de alimentos no Amazonas

O diretor-executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, defende que os países sul-americanos deveriam fazer o máximo de esforço para sua ligação internacional como forma de desenvolver a área comercial.
Segundo o executivo, as ligações aproximariam os países andinos de grande parte do mercado brasileiro, possibilitando a entrada no Brasil de produtos alimentícios como camarão, batata, frutos do mar entre outros produtos e melhoraria o transporte de importações da Ásia, ampliando as possibilidades das exportações da região.
“O Peru e o Equador são grandes produtos de alimentos. A batata por exemplo é originária dos Andes. Esses países não são apenas grandes produtores, mas também bons produtores”, afirmou Bittencout. Porém, segundo ele, para viabilidade comercial, esses países teriam que instalar centros de distribuição em Manaus e outras cidades importantes da Amazônia, para assim atingir o restante da região.
“Isso certamente diminuiria o preço de vários produtos na Amazônia, porque como esses produtos vêm principalmente das regiões Sul e Sudeste, o frete acaba encarecendo o preço de frutas e verduras e influenciado até mesmo o valor desses produtos produzidos aqui, porque os produtores acabam nivelando os seus preços pelos que chegam do Centro-Sul. Não lembram que na produção regional o frete é bem menor”, disse o executivo.

Rota longa
e cara
Outro impulso que a região ganharia com a interligação da parte norte da América do Sul é a viabilização do porto e aeroporto da cidade de Manta no Equador. Segundo ele, essa área é uma das mais próximas entre Manaus e a Ásia. Hoje o ponto mais perto é a costa oeste dos Estados Unidos do Oceano Pacífico, mas para Manaus ainda é uma rota longa é cara.
“Os produtos saem da Ásia de navio até a costa norte-americana. Da costa pacífica esses produtos atravessam todo o território dos Estados Unidos de trem ou caminhões até Miami, já na costa atlântica. De Miami saem de avião até Manaus, por isso a rota de Manta é tão importante”, explicou Moacyr Bittencourt.
Manta possui uma boa infra-estrutura tanto de porto quanto de aeroporto. O porto é de águas profundas e está sob administração da maior empresa portuária do mundo, a Hutchison de Hong Kong. De acordo com o diretor da Aceam, o sistema no Equador só está precisando de alguns ajustes.
Segundo ele, a rota está pronta para operar as importações da Ásia e exportações. Só precisa de uma maior organização no sistema de transferência, a mudança de modal entre o navio e o avião. Esse serviço precisa ser feito com toda segurança possível para se evitar roubos, não ter custos muito altos e não pagar imposto. Para Bittencourt, uma boa alternativa seria o governo equatoriano permitir que o governo brasileiro instalasse suas alfândegas no porto e aeroporto da cidade. “Iniciativas como essas contribuiriam em muito a operacionalização da rota”, disse o executivo.

Cana do
Amazonas
Já para operação da rota entre Manta a Manaus utilizando os rios, o chamado Canal do Amazonas, Bittencourt observa que os esforços seriam maiores. Parte do rio Napo precisa ser melhorada para grande navegação. Então neste momento, o ideal seria preparar o sistema aéreo entre o Equador e Manaus.
Mas vários empresários apostam na rota multimodal através dos rios. Alguns estudos apontam que a rota reduz em até 27 dias o transporte de mercadoria entre a Ásia e a capital amazonense. Atualmente, os produtos importados da Ásia além de virem pelos Estados Unidos, também vêm, através do Canal do Panamá, onde as viagens duram em média 45 dias. Mas como a freqüência das viagens é de sete em sete dias, o tempo das importações do continente asiático pode chegar a 52 dias.
Por Manta, o tempo cai para 25 dias, apenas 48% do tempo gasto pela via atual, de acordo com estudos do governo equatoriano, que trabalha para viabilizar a rota. Nos estudos, acredita-se na possibilidade de freqüência diária de navios em Manta, fator d

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