7 de dezembro de 2021

Abril tem criação de 1.643 novos empregos com carteira assinada no AM

A geração de empregos com carteira assinada no Amazonas acelerou em abril e fez o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrar seu terceiro levantamento com dados positivos gerais para o Estado em todas as frentes, conforme divulgação do governo federal desta sexta-feira (25).

Em relação a março, o saldo avançou 0,37%, impulsionado pela criação de 1.643 empregos formais, já que as admissões (11.708) superaram os desligamentos (10.065). Em 12 meses, a diferença entre contratações (139.905) e demissões (130.468) aumentou sua margem, levando o Estado a abrir 8.864 vagas no período, com alta de 2,02% sobre o estoque anterior.

O novo aquecimento registrado em abril elevou o acumulado dos quatro meses. No total, 47.226 trabalhadores amazonenses ingressaram no mercado formal de trabalho, ao passo que 44.559 deram baixa na carteira no período. O incremento foi de 2.667 postos de trabalho, gerando alta de 0,60% em relação ao estoque anterior.

Diferente do ocorrido em levantamentos anteriores, os melhores números do Amazonas vieram dos setores mais fortes e dinâmicos, a exemplo da indústria, construção civil e serviços, que pontuaram bem em todos os cenários. Já as atividades extrativa mineral e de administração pública foram as únicas a encolher em todas as comparações.

De março para abril, a indústria de transformação foi a que obteve a maior variação (+0,57%) e foi a segunda em geração de vagas formais (+561) – só perdendo para serviços (+633). Em 12 meses, houve alta de 0,39% e saldo de 383 empregos celetistas. No quadrimestre, os números subiram para 1.599 e 1,65%, respectivamente.

O segmento com melhor desempenho foi o de material de transporte (duas rodas), que avançou em todas as comparações e respondeu pela maior parte do saldo da indústria. No sentido inverso, minerais não metálicos foi o único subsetor a amargar recuo em todas as frentes. Responsável pela maior fatia de faturamento e empregos, a divisão de material elétrico e de comunicações só não pontuou bem no saldo de 12 meses (-1.205 vagas).

A construção civil criou 191 postos de trabalho entre março e abril (+0,96%), 930 no ano (+4,85%) e 875 em 12 meses (+4,55%). O setor de serviços, por sua vez, avançou 0,30% na comparação mensal (+633 vagas), 1,16% no saldo anual (+2.435) e 2,84% em relação a abril de 2018 (+5.865).

O comércio, por outro lado, teve desempenho positivo na criação de empregos formais na passagem de março para abril (+0,26 e +251 vagas) e em 12 meses (+2,10% e +1.956), mas ficou devendo no saldo do acumulado (-1,86% e 1.811), impactado principalmente pelo segmento varejista.  

Temporários e componentistas

No entendimento do vice presidente da Fieam, Nelson Azevedo, o PIM terá um segundo semestre melhor. Um sinal disso, segundo o dirigente, vem do acordo fechado entre grandes fabricantes dos polos de duas rodas, eletroeletrônicos e bens de informática com o Sindicato dos Metalúrgicos para gerar empregos temporários.

“Outra boa notícia é que alguns fabricantes de bens finais já manifestaram interesse de comprar mais componentes em Manaus. Estou otimista. As coisas no Congresso estão se encaminhando para um entendimento e devemos ter melhoras a partir da definição do Conselho de Administração da Suframa”, comemorou o dirigente, que também preside o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Manaus.

Efeito terceirização

Mais cético, o presidente em exercício da Fecomercio-AM (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), Aderson Frota, atribui a alta do saldo do setor de serviços no Caged ao aumento da terceirização que, na avaliação do dirigente, não sustenta expansão econômica.

“Quando levamos em conta que a economia não está crescendo, mas o desemprego sim, chegamos à conclusão de que o setor aumentou seus números por tabela. A saída pela redução dos custos fez com que muitas empresas optassem pelos MEIs [microempreendedores individuais], mas estes também podem contratar um funcionário para auxiliar em suas tarefas”, justificou.  

Já no caso do comércio, Aderson Frota explica que o aumento em relação a março se deve às contratações do varejo para o Dia das Mães, após o jejum pré-Carnaval, mas ressalta que os dados foram negativos na comparação dos 12 meses, porque o setor não conseguiu fugir do viés de desocupação que ainda assola a economia brasileira.

“Nesse caso, é muito mais difícil recorrer à terceirização, porque o varejo trabalha com poucas vendas técnicas, que necessitariam a contratação de um especialista. E essa é uma das condições impostas pela jurisprudência na Justica do Trabalho para terceirizar”, finalizou.    

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