Definitivamente, o Amazonas foi do céu ao inferno em matéria de perspectivas econômicas no ano que se encerra. Com economia ancorada no modelo econômico do Pólo Industrial de Manaus (PIM), o Estado provou do mel com o anúncio da proposta de prorrogação da Zona Franca por mais 50 anos por parte da presidente Dilma Rousseff e do fel com a aprovação no congresso da MP dos Tablets, PEC da Música e das lutas fiscais interestaduais, principalmente com São Paulo.
Além das perdas no curto prazo, os empresários, investidores e as entidades representativas dos trabalhadores chegaram a uma conclusão perigosa: isenção e prorrogação já não são atrativos de forte efeito diante da total falta de estrutura do Estado amazônico. Fragilizados na estrutura e no campo político, o que esperam os amazonenses no campo econômico em 2012?
Para o então presidente do Conselho Regional de Economia – Corecon, Erivaldo Lopes, o ano que acaba de chegar reserva novas perspectivas. “Não posso ter outra perspectiva que não seja o otimismo mas, com os pés no chão”, declarou. Para o economista, 2012 será um ano de eleição e as coisas podem andar ou não. “Será um ano de caráter político, podemos por exemplo, dependendo dos acordos, ganhar a prorrogação do Zona Franca”, avalia. Mas, para Erivaldo, por ser um ano político, é preciso que a sociedade discuta exatamente quais rumos seguir e o governo tenha um papel muito mais propositivo no quesito economia. “2012 terá que ser o ano do desenvolvimento de uma política industrial para o Amazonas. O Estado precisa ser ousado e parceiro dos empresários”, aponta. Ainda segundo ele, do jeito que está não pode ficar. “Se continuarmos perdendo força, vamos chegar ao final do ano com um polo zero de componentes, totalmente ‘depenado’ pelo desemprego. Os importados podem se tornar o grande vilão da ZFM”, observa.
Assim como observado por entidades sindicais, líderes empresariais e políticos locais, a fraqueza estrutural do Amazonas não foge à crítica do presidente do Corecon. “Estamos sofrendo agora com a rivalidade estrutural. Em Pernambuco, as indústrias de duas rodas estão sendo atraídas por um Estado que oferece porto, estradas e terrenos para a instalação de fábricas. No Amazonas, além de não termos isso, o governo dificulta com o excesso de burocracia”, critica.

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