Para jogar mais lenha na fogueira, recente pesquisa do Diretório Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) constatou que em 2011 o Amazonas perdeu força política em Brasília. Para Erivaldo Lopes, isso é um agravante. “Perdemos com as PECs e por ser um ano político o Rio de Janeiro, que está magoado com a questão de distribuição dos royalties do pré-sal, vai jogar pesado. Será um toma lá da cá”, avalia. “Essa prática de deixar a economia do Estado fora das discussões vem da base. A própria prefeitura de Manaus, por exemplo, tem acento no Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) e no CAS (Conselho de Administração da Suframa) e sequer participa das discussões”, critica o economista.
Já o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDLM), Ralph Assayag, vê o ano que entra com boas perspectivas. “Acredito que teremos um bom 2012 para o comércio. As grandes mudanças no cenário político já aconteceram e teremos novas lojas e shoppings inaugurando nesse ano”, destaca. “Com isso teremos mais empregos e onde tem emprego, não tem crise”, afirma categórico. Para Assayag, o ano tem tudo para superar 2011. “Não acredito que a reforma tributária, por exemplo, que é algo que pode em algum momento prejudicar o PIM irá sair do papel nesse ano. Estamos inclusive constantemente indo a Brasília e sabemos que o governo precisa de muito dinheiro proporcionado pela alta carga de impostos”, resume. “Na verdade, a reforma tinha que sair já que pagamos uma carga enorme de tributos, mas, isso não vai acontecer esse ano”, aposta Ralph.
A mesma opinião tem o vice-presidente da Fecomércio, Aderson Frota. “2012 será um ano político e em ano político não se mexe em nada. Então, a reforma tributária não vai sair do papel”, prevê. Para o dirigente, o ano que encerrou teve seus altos e baixos. “Nós tivemos em 2011 eventos que criaram momentos negativos, entre eles: ameaça de inflação no Brasil, crise no E.U.A. e crise na Europa. Isso tudo armado gerou retenção no crédito e, consequentemente, desemprego”, analisa. Para 2012, Aderson tem as seguintes perspectivas. “Estamos esperando um 2012 de recuperação com um segundo trimestre bem melhor. Digo isso porque não podemos esperar grandes números no período do Carnaval, por exemplo”, observou. Quanto as dificuldades e desafios do PIM, ele sentenciou: “O problema do PIM não é uma questão de tempo mas, de manter a competitividade”, afirma. “O que nos falta é uma política industrial que não temos e que não é algo que ocorre da noite para o dia”, reconhece.

Qual sua opinião? Deixe seu comentário

Gostou do Conteúdo? Assine nossa Newsletter

Compartilhe:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Telegram
WhatsApp
Email

Compartilhe:

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email