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Metonímia (parte II)

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Para início de conversa, vamos relembrar o que é uma figura de linguagem? As figuras de linguagem são estratégias linguísticas que oferecem mais expressividade ou ênfase ao discurso. A nossa eleita é uma delas e, para hoje, trarei três situações em que a metonímia aparece.

“O AUTOR PELA OBRA/LIVRO”

Nesse caso de metonímia opta-se em citar o autor em vez da obra. As figuras de linguagem sugerem poesia à prosa, afastando-se um pouco do sentido denotativo, real, do enunciado. Ex: “Sempre me surpreendo quando leio Drummond” (o livro de Carlos Drummond de Andrade).

“O CONTINENTE PELO CONTEÚDO”

A metonímia, tal qual outras figuras de linguagem, dão um “chega pra lá” à mesmice, ao lugar-comum, ao significado de sempre e impõem um sentido diferente, mais subjetivo. Ex: “Ele bebeu duas tulipas de cerveja e ficou satisfeito” (bebeu a cerveja e não o copo).

“A MATÉRIA PELO OBJETO” O objeto em questão não é citado, até mesmo porque o material de que ele é feito que será utilizado na oração. Ex: “Vestiu-se de todo ouro que tinha para chamar a atenção dos convidados” (as joias em ouro). Fica a dica.

Joyce Tino

Joyce Tino

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