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Serenidade

    A serenidade é atributo que poucos possuem, apesar de ser indispensável ao ser humano, na vida de relação. Serenidade exprime domínio próprio, controle dos nervos, força de vontade desenvolvida.

    A princípio, há necessidade de se pôr em prática, com esforço consciente, a força de vontade, aliada ao domínio próprio, para que a serenidade se manifeste, evitando-se, neste caso, os estados de alma que, manifestando aparente calma, escondem uma tempestade interior.

    Com o tempo, com a compreensão amadurecida, com o exercício mental disciplinado, com o desenvolvimento da espiritualidade, a ação serena torna-se uma segunda natureza, passa a fazer parte da individualidade, da estruturação psíquica, e se revela espontaneamente, sem o menor recurso imperativo.

    Na arte de meditar, é a serenidade que faz o raciocínio trabalhar plenamente e formar corrente favorável à solução dos problemas, sendo, por essa razão, imprescindível. Todos na vida precisam meditar, pois aquele que melhor aprender a técnica da meditação mostra-se mais apto a vencer as dificuldades que se lhe antepuserem.

    Frequentemente são chamadas à razão as pessoas que se afobam diante do nada, que se exasperam com ninharias e se afligem com as criações do próprio pensamento. Ao procederem de modo oposto à serenidade desgastam-se animicamente, envelhecem antes do tempo, alvoroçam o ambiente, criam desassossego em torno de si mesmas e provocam estados intranquilizadores.

    Serenidade não significa indiferença, mas, ao contrário, o meio ativo de se dar solução certa, no menor tempo, a qualquer imprevisto que se manifeste. A serenidade é dom desenvolvido do cabedal espiritualista. Muitas pessoas oferecem os mais edificantes exemplos de serenidade em todos os atos, numa clara demonstração de que a prática da serenidade participa, como fator integrante, dos métodos da espiritualidade.

    Ninguém deve querer arvorar-se em palmatória do mundo, para corrigir as falhas dos semelhantes. A evolução se processa paulatinamente pelo esclarecimento. Uma vez feita, com serenidade e consciência, a parte de cada um, não se justifica que se venha a perder a calma pela morosidade dos retardatários.

    Mais vale uma admoestação oportuna, amiga e categórica do que uma áspera reprimenda, entrecortada de expressões contundentes. É especialmente pela serenidade que a pessoa se habilita a prestar concurso mais valioso a quem dele necessitar.

Jamil Merched Chaar.

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