Gratidão ao povo brasileiro: Esperança

Quero aqui registrar minha sincera admiração, respeito e gratidão pelos brasileiros, a maioria deles anônimos -ou quase anônimos –que não desistiram de ser honestos, sinceros e honrados. Além de tudo, empáticos e solidários.

Eu me refiro à grande maioria dos operários, industriários, comerciários, agricultores, professores, profissionais da saúde, do serviço social, da segurança, da limpeza pública e privada e de tantos outros segmentos, inclusive as donas de casa e as empregadas domésticas…Às dezenas de milhões de trabalhadores e trabalhadoras do país, que conquistam arduamente o pão de cada dia, com seu esforço e determinação, sem trapacear, sem furtar nem roubar. Homens e mulheres que lutam por si próprios e por suas famílias. Não apenas os empregados, mas também os autônomos, os escritores, os prestadores de serviço, os profissionais liberais, os empresários sérios e generosos, além de cientistas, pesquisadores, estudantes, sem esquecer dos que participam de trabalhos de caráter educativo, filantrópico, missionário e socioambiental, especialmente os voluntários. E acresço funcionários e gestores públicos e da iniciativa privada que não desistiram de trabalhar com honestidade de propósitos, como policiais, militares, advogados, magistrados, promotores, parlamentares, os abnegados que recusam vantagens ilícitas no desempenho de suas funções. Todos são dignos do meu reconhecimento, do nosso reconhecimento. Sem esquecer dos artistas, dos jornalistas, dos desportistas e de todos os que colocam o bem comum e seus princípios éticos acima dos próprios interesses pecuniários ou de poder. Merecem nossa gratidão.

Não desejo, portanto, ressaltar os seres egoístas que utilizam artifícios como as mentiras e as trapaças, usando de esperteza maléfica para obter vantagens indevidas, em função da avidez por bens materiais, status e prestígio a qualquer custo. Ou seja, os que praticam a violência implícita ou explícita, para alcançar seus objetivos. Na realidade quero destacar neste breve texto as pessoas humildes do povo, verdadeiros produtores da enorme carga de riquezas de nosso país e que são ludibriados por uma minoria de gananciosos sem limites morais e sem amor ao próximo.

A empregada doméstica oriunda de uma família pobre e que não furta a casa de seus patrões. O trabalhador da construção civil que ergue casas, prédios, viadutos e tantas outras obras importantes, labutando tanto para ter uma moradia digna onde viver com sua família. O líder religioso que não se utiliza de sua igreja ou denominação para enriquecer a si próprio e a um grupo de apaniguados. Também me refiro aos fiscais que fiscalizam sem receber propinas para “fechar os olhos”. E aos micros e pequenos empreendedores de nosso país, a maioria deles trabalhando em condições inóspitas para sobreviver.  Enfim, eu me refiro a todos aqueles que não se “aproveitam” dos seus semelhantes e continuam cultivando a esperança de um dia, nosso país tão rico -e ao mesmo tempo tão dilapidado pelos gananciosos sem escrúpulos -poder se transformar numa verdadeira nação de justiça, liberdade e igualdade de oportunidades.

Estes milhões de cidadãos que não desistiram de trabalhar arduamente, de modo correto e fraterno, são a seiva viva da sociedade brasileira, são o que de mais belo e essencial existe no nosso imenso e diverso país. A eles e a elas meu tributo de gratidão. Também por essa gente sofrida e heroica eu não desisti de continuar acreditando que virão dias melhores para o Brasil.

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