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Conjunto Kissia, angústias e providências

   O Conjunto Kissia, localizado no bairro Dom Pedro, apesar de bem localizado, demonstra nas suas queixas diárias que nem tudo está bem por lá, e seus moradores clamam por ajuda ao Poder Público. 

   O Kissia pena hoje por ceder tanto à cidade de Manaus, sem obter contrapartida no mesmo grau de sua “doação”. Anos atrás o conjunto era cercado por vegetação e muito calmo. O Kissia 1 era ligado ao Kissia 2, cortado apenas pela Rua Jacira Reis, antes tranquila, hoje impossível de ser “atravessada” sem transtorno pelos pedestres. 

   Tudo começou com a abertura da citada rua até a Avenida São Jorge (conhecida como Estrada da Ponta Negra), com mão indo e vindo, e carros em alta velocidade que “não estão nem aí” para os moradores do conjunto doador.  

   Piorou ainda mais quando abriram pistas nas laterais, recebendo toda a carga de carros vindo do Dom Pedro, Alvoradas, Compensa, Ponta Negra e bairros vizinhos. Ah, mas temos que ser solidários! E quem é solidário com o Kissia? O que os moradores ganharam com as aberturas além de sufoco, conflitos no trânsito, desastres e desconforto até na hora de entrar ou sair de suas residências? 

   Hoje o conjunto recebe uma carga muito maior de veículos do que antes da pandemia. Cerca de 80% deles não são de moradores. São pessoas fugindo de semáforos ou de engarrafamentos externos. Espanta o número de ônibus (grandes e de rotas do Distrito) e caminhões que circulam por dentro. Virou terra de ninguém.  

   O fluxo de veículos na rotatória da Bola das Letras aumentou consideravelmente e todos os dias o engarrafamento da Rua Paxiubas é grande. Nos horários de “pico” chega até a Av. Pedro Teixeira. Dessa forma, muitos motoristas passaram a utilizar a Rua das Acácias (rua principal do Kissia) como válvula de escape. 

   Ocorre que a Rua das Acácias é uma rua de mão dupla, mas com apenas uma faixa de rolagem, até porque clientes estacionam em dois comércios, deixando só um lado livre, com buzinaços, xingamentos e conflitos. 

   Os motoristas atalham por dentro do Kissia, e ao chegarem na Rua das Juremas dobram pois tem um drogaria na rotatória com acesso à Rua Paxiubas/Bola das Letras.  

   Muitos andam em uma rua de via local com uma velocidade acima do permitido, que deveria ser de 30Km/por hora. Vários passam direto sem respeitar o “Pare”, provocando impactos sérios.  

   Acidentes e atritos ocorrem diariamente nos cruzamentos internos (principalmente com as ruas Jacareúbas, Virolas e Sucupiras), acidentes que passaram às vezes a mais de um no mesmo dia.  

   Um estudo pelo órgão responsável seria fundamental, até para verificar a possibilidade da instalação de redutores de velocidade, de sinalização, ou da decisão por mão única, como já existe no bairro Alvorada. 

   Outro problema é com relação ao sistema de drenagem de água das chuvas. O bairro cresceu, mas o sistema de esgoto e de drenagem continua o mesmo de quando o conjunto foi construído, há mais de 40 anos. Faz-se necessário que a tubulação seja revista ou redimensionada. 

   Moradores relatam o abandono da sua praça (próxima ao La Salle) que não pode ser usada pela população, pois precisa de reforma. Bancos quebrados e uma quadra de areia que só serve para não moradores. Vale também sistematizar os comércios ali instalados, inclusive o ponto de táxi, lembrando que a razão da existência daquele espaço é o morador. 

   Solicitam, também, a revitalização do espaço verde situado atrás da Escola Maria Amélia, para uma destinação adequada aos anseios dos comunitários. 

   Por fim, o conjunto é relativamente pequeno, com poucas ruas. Seria fácil de administrar caso houvesse boa vontade ou alguém que olhasse por ele. O tempo passa e nada melhora. A esperança era a Copa. Nada aconteceu. 

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