A “praga” dos ambientalistas

Por Juarez Baldoino da Costa (*)

Entre as várias categorias de atividades humanas há sempre os maus representantes infiltrados, sobre os quais não se fará alusão. Até na política há maus políticos, por incrível que pareça!

Refletindo sobre os chamados ambientalistas, os que não são maus (o conceito de mal é um entendimento de cada um), é de se supor que eles devem estar exercendo alguma missão divina, mesmo que por vezes pareçam ser apenas inocentes.

Isto porque, sem que peçamos, prezam e agem eles pela limpeza do ar que respiramos, pela pureza da água que bebemos, pela alimentação saudável que ingerimos, pelo tratamento adequado dos resíduos que geramos e pelo provimento de recursos para as futuras gerações.

Como até hoje ainda não se definiu o que seriam futuras gerações, resta considerar que seriam todos os povos até a chegada do Juízo Final, e não apenas a míope visão de filhos e netos. 

Querem ainda os ambientalistas que se proteja os pássaros e os demais animais preservando assim as suas funções ecológicas, que na verdade nos beneficiam, que se cuidem de jardins e de florestas que podem suprir unguentos e gerar umidade para a agricultura, e ainda que as práticas industriais sejam as melhores possíveis.

Querem muito estes personagens?

Muitos deles não são remunerados e dedicam parte do seu tempo a estes temas tão “simplórios” e pouco valorizados por muitos não ambientalistas, entre os quais se pode inferir que seriam os omissos, ou talvez os egoístas ou até apenas os menos atentos à estas questões.

Há até quem ainda pergunte quais os benefícios que os ambientalistas proporcionam à sociedade. De fato, perguntar não ofende, e pode ser tão somente uma confusão entre o que é bem e o que é mal. 

Ambientalistas estão se alastrando como “praga”, em vários países, sendo preponderantemente jovens que tiveram contato e se interessaram pelos movimentos ambientais a partir de 1972 em Estocolmo quando os mais velhos de então expressaram suas preocupações com o assunto, mesmo sem saber eles próprios também quando será o Juízo Final. Um grande contingente de crianças e adolescentes são hoje a base auspiciosa do tratamento que se dará à Terra quando eles estiverem no comando de empresas e das sociedades em geral.

Mas é preciso ter cuidado quando encontrarmos com ambientalistas e políticos, nos certificando que sejam de fato todos do bem; decerto são agentes mudança – da boa mudança.

Quanto aos maus, justiça neles, se houver bons juízes.

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(*) Amazonólogo, MSc em Sociedade e Cultura da Amazônia – UFAM, Economista, Professor de Pós-Graduação e Consultor de empresas especializado em ZFM.

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