NÃO PODEMOS BAIXAR A GUARDA

Como todos sabemos, o Brasil e o Amazonas viveram nos últimos anos fortes reflexos da pandemia da Covid-19, que ceifou as vidas de muitas pessoas e deixou sequelas em tantas outras, incluindo parentes e entes queridos nossos. É fundamental que tenhamos aprendido diante de tudo isso que a batalha contra este inimigo invisível precisa ser vencida com responsabilidade, compromisso e união. Não é somente papel do Poder Público; a sociedade em geral tem a corresponsabilidade no combate a esta situação tão complexa, mesmo com a amenização em virtude dos tratamentos disponibilizados pela medicina, especialmente as vacinas, e dos cuidados referentes à prevenção. Mais do que nunca precisamos ter a consciência de que o vírus continua a existir e, segundo diversos prognósticos, a tendência é que ele se torne endêmico, ou seja, que tenhamos que conviver com a existência dele por tempo indeterminado. 

É fato que com o advento dos tratamentos e medidas terapêuticas indicadas por médicos e cientistas (uma vez que o novo Coronavírus demandou uma descoberta contínua por parte dos profissionais de saúde em geral, pelo ineditismo e grande número de mutações apresentadas por esta carga viral) o número de complicações e óbitos em decorrência da covid caíram drasticamente; contudo, isso não é motivo para abrirmos mão dos cuidados necessários, especialmente por causa dos nossos idosos e pessoas com patologias crônicas (que têm a imunidade mais baixa e são mais suscetíveis a infecções). Não precisamos viver em pânico, mas temos que agir com prudência, nos precaver e fazer tudo aquilo que nos cabe para não sermos facilitadores de uma nova disseminação desta doença, que para muitas pessoas pode ser fatal. Tenho certeza de que podemos vencer esta guerra, mas para isso acontecer será necessária a cooperação geral, até porque não sabemos por quanto tempo o agente causador desta doença “conviverá” em nosso ar. É certo que ninguém deseja reviver aquele cenário aterrador que começou há dois anos, com milhares de mortes, internações, número de pacientes maior do que a quantidade de vagas hospitalares disponíveis etc. 

Em virtude disso precisamos estar alertas quanto ao expressivo aumento dos casos de contaminação pelo SARS-CoV-2 no Amazonas, principalmente após grandes aglomerações, como o Festival Folclórico de Parintins (que reuniu milhares de pessoas oriundas de diversas partes do Estado, do País e do mundo), que ocorreu após dois anos de “pausa”, justamente em decorrência do surto pandêmico surgido em 2020. Como sabemos, nosso Estado foi recentemente um dos lugares mais atingidos por esta mazela, com milhares de mortes e internações, principalmente nos períodos entre abril e maio de 2020 e início de 2021. Por isso, não podemos esquecer que fomos vítimas de uma das situações mais caóticas desta crise sanitária de alcance global e que o vírus causador não foi debelado. Por isso, cada vez mais precisamos fazer a nossa parte, tanto por meio da imunização quanto da prevenção geral. 

O cotidiano está voltando ao seu ritmo de normalidade aos poucos, graças a DEUS; todavia passamos a viver em um novo contexto, com um novo “normal”, que nos impõe uma conduta mais cautelosa, responsável e preventiva para conosco e para com os demais também. E isso não é só por causa do Coronavírus, mas também em virtude de várias outras enfermidades que podem ser evitadas por meio de medidas profiláticas da própria população (como, por exemplo, a correta e frequente lavagem das mãos, a higienização com álcool em gel 70% e o uso de máscaras, de acordo com as recomendações médicas). Ações individuais como estas certamente ajudarão a proteger a nós mesmos e aos nossos familiares, amigos e concidadãos. É imperativo que todos assumamos a responsabilidade que nos cabe neste processo, pois temos um papel decisivo na preservação de vidas. 

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