9ª Lei das 48 leis do poder

Carlos Silva

VENÇA POR SUAS ATITUDES, NÃO DISCUTA. Nem sempre, se utilizar de argumentos, é uma boa atitude. A autoridade do argumento e o argumento da autoridade, segundo Pedro Demo, funcionam, se considerarmos um ambiente acadêmico ou reunião com presidência da empresa. Utilizar argumentos é válido, mas, depende, e muito da conjuntura e dos interlocutores. E, também, das necessidades do argumentador. No entanto, em uma sociedade ou grupo em que existe a figura, quase sempre nefasta, de um ditador ou de um “senhor do engenho”, argumentar contra decisões imbecis resulta em arranhões na vaidade idiota da pseudo-autoridade. E, sabe-se muito bem que contra a força não há argumentos. Isso é a vida, desde sempre mesmo. Há casos, e todas as pessoas na minha faixa etária, acima de 64 anos, com certeza já presenciaram momentos em que se mostra que se tem razão fazendo acontecer e não dizendo que vai acontecer. Parece óbvio, mas, não é. Se vê isso em repartição pública constantemente e também em empresas privadas. Mas, nessas, decisões autoritárias que se concluem em prejuízos, definem a demissão da estúpida autoridade. Naquelas, por vezes, gera promoção. O livro As 48 Leis do Poder apresenta diversos casos históricos que definem a 9ª Lei. Calma, leia o livro e você irá verificar que não é só contigo e comigo que acontece. “Qualquer triunfo momentâneo que você tenha alcançado discutindo é na verdade uma vitória de Pirro: o ressentimento e a má vontade que você desperta são mais fortes e permanentes do que qualquer mudança momentânea de opinião. É muito mais eficaz fazer os outros concordarem com você por suas atitudes, sem dizer uma palavra. Demonstre, não explique.” Esse texto, que me serve como aula, está no início do capítulo da 9ª Lei. Para ilustrar, você sabe o que é uma vitória de Pirro? Voltando aos gloriosos tempos greco-romanos, lembramos da vitória  de Pirro, rei de Épiro, que após ganhar a batalha contra os romanos em  Ásculo( na Itália atual), com enormes prejuízos,   declarou que outra vitória semelhante significaria derrota na guerra e, muitos historiadores afirmam que a frase dita foi “Mais uma vitória desta e retorno a Épiro sozinho.” A vitória de Pirro é uma expressão utilizada para se referir a uma vitória obtida a altíssimo preço, potencialmente acarretadora de inúmeros prejuízos irreparáveis e que demonstra, claramente, o enorme prejuízo na relação custo-benefício. Uma passagem muito interessante no livro é sobre o cônsul romano Publius Crassus Dives Mucianus,131 a.C., que ao cercar  a cidade grega de Pérgamo, mandou buscar, entre dois mastros de navio, o maior para fazer um aríete para derrubar as muralhas da cidade. No entanto, o engenheiro encarregado de fazer chegar o mastro ao cônsul, enviou o menor, argumentando que a força necessária não dependia do tamanho e sim da velocidade e do peso adequado. O engenheiro utilizou, sabiamente, a autoridade do argumento. O cônsul furioso, o matou por desobedecer ordens claras, mesmo com prejuízo para a manobra de guerra, utilizando o argumento da autoridade. Caso típico de conflito arranhando vaidades dos poderosos. Já vimos isso em alguns lugares? Vida que segue.

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