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Um início de governo desastroso

Tenho o orgulho de fazer parte de uma geração que frequentou as bibliotecas para ler, pesquisar e aprender através das páginas dos livros. Em diversas ocasiões, a minha geração visitou as livrarias para prestigiar o lançamento de obras literárias com a presença de seus respectivos autores.

A tecnologia foi avançando para o progresso da humanidade, em uma parte, e, ao mesmo tempo, para o regresso em outra. Um dos fatores negativos deste progresso foi o fechamento de bibliotecas e livrarias — recentemente uma das mais conhecidas encerrou suas atividades: a Livraria Cultura.

Hoje, o que prevalece é o imediatismo do Google, o que tem gerado o analfabetismo funcional entre a população, o que reflete uma geração portadora de diploma, mas sem aprender na prática o que estuda — o exame da OAB é o retrato disso, pois quase cinco milhões de diplomados não passaram no referido exame.

Afinal, qual será o motivo de preocupação por parte de um Governo Federal  que alimenta a miséria e minimiza as desigualdades, apresentando um desinteresse pelo desenvolvimento de vários segmentos, como o agronegócio, a indústria, o comércio e a prestação de serviços —  todos esses segmentos geram empregos e tributos que são arrecadados?

O presidente Lula sempre usou a mentira, isso é fato público, mas colocar a colher em assuntos de domínio de especialistas — como a taxa de juros — é vergonhoso. Não sabe o que significa subsidiar e se isso continuar assim, contribuirá para que grupos políticos beneficiários do sistema se perpetuem em seus cargos no legislativo.

O Governo Federal anda perdido, sem objetivo quanto ao setor produtivo e preocupado em se meter em assuntos delicados: metas de inflação e autonomia do Banco Central — além da negligência com a inflação alta, oriunda da constante elevação de preço dos gêneros de primeira necessidade. Imputar ao povo um custo de vida elevado é ferir sua dignidade; aumentar a pobreza e fazer o país mergulhar no conhecido desastre como caminho para um socialismo abominado pelo nosso povo trabalhador, honesto, de caráter, cristão e que preza pelo instituto da família; tudo que o ex-presidiário não tem e odeia. 

Ao ignorar o apoio recebido, inclusive das forças do centro-esquerda, o presidente Lula — usando da habitual farsa quando se refere à democracia a sua moda — imagina ser o dono da verdade ao tentar impor uma agenda bolivariana, além de regredir no tempo ao voltar à polarização do “nós contra eles”, não honrando sua promessa voltada para a pacificação.

Este questionamento não cabe mais: Que país esperamos ter? Mas que Lula teremos: o mentiroso contumaz; o Lula com ódio nos olhos ou o eterno encantador de burros? Ou a somatória de sua ingratidão que se perpetua no ostracismo de sua insignificante pessoa?

Talvez a insanidade tenha atingido seus pensamentos, ao adotar a agressividade em discurso aos petistas ao revelar sua péssima intenção de gerir à sua moda; o que já vem resultando em inflação elevada, mesmo porque não deseja um técnico, mas um aliado ao perfil ideológico socialista para o cargo de Diretor de Política Monetária. E, com isto, o mercado reagirá negativamente. A esperança morreu e diariamente mais empresas fecham suas portas… Desempregados nas ruas, o que para os comunistas significa atingir um dos seus objetivos. E, diante do iminente fracasso no início de seu governo, o presidente Lula não esquece as realizações do Governo de Jair Bolsonaro.  Lula pede ao povo que aguarde que os projetos virão. É esperar para crer!

Manaus/AM,  21 de fevereiro de 2023

JOSÉ ALFREDO FERREIRA DE ANDRADE

Ex- Conselheiro Federal da OAB/AM nos Triênios 2001/2003 e 2007/2009 – OAB/AM 

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