2 de dezembro de 2021
Muitos se queixam do minguado tempo de que dispõem, atribuindo tal desventura a fatores externos, sem se preocupar, todavia, com as imperativas mudanças que devem se estabelecer dentro de si

Em razão da importância sobre a adequada administração do tempo na vida organizacional (e pessoal), valerá à pena ir direto ao ponto nevrálgico do assunto, fazendo resultar, portanto, na focalização do interesse de significativa parcela dos profissionais que desejam melhorar o seu desempenho no ágil mercado de trabalho. Muitos se queixam do minguado tempo de que dispõem, atribuindo tal desventura a fatores externos, sem se preocupar, todavia, com as imperativas mudanças que devem se estabelecer dentro de si. O homem que não consegue controlar a si próprio, pouco dominará as coisas ao seu redor – com a devida profundidade.
Gerir cada minuto no ambiente organizacional requer que se tenha considerável percepção a respeito. A falta de preparo por parte de considerável porção de lideranças é um exemplo. Distribuição inadequada de tarefas, reuniões improdutivas, mesa entulhada, inadequada comunicação, alterações constantes de ordens, indefinição de objetivos e prioridades, responsabilidades confusas, indecisão, crises de urgência permanentes, inexistência de prazos, metas irrealistas e falta de planejamento podem dificultar o ajuste entre o que se tem para executar e o tempo disponível correspondente. A perspectiva consciente evidencia um lado do problema, podendo, se houver interesse, ser combatido com conhecimento, vontade e ação. A questão, porém, adentra outro campo. E quando não se enxerga a causa que gera o desperdício do precioso tempo?
Entretanto, a inconsciência acerca de certos comportamentos que levam ao desperdício do tempo impede que se planeje e atue sobre eles É bem provável que o auto-engano esteja de plantão e impeça o seu autor de verificar criticamente os limites da sua competência, direcionando a culpa – embora interna basicamente – para o exterior, chegando, inclusive, ao absurdo de criticar o dia de apenas vinte e quatro horas. Como explicar então a boa administração do tempo de executivos profundamente ocupados com negócios ao redor do mundo? Será que eles possuem alguma tecnologia incomum? Ou será que se ajustaram à realidade imposta pelos ponteiros do relógio? É hora de despertar.
Para aquele que se interessa com o autodesenvolvimento, vale a pena acrescentar a boa gestão do tempo à lista das competências. Então, alguns pontos são relevantes de se considerar no aperfeiçoamento que pretende dar velocidade e precisão para se acompanhar o badalo do mercado: (1) autodisciplina: método, planejamento, freqüência, persistência, avaliação, correção de rota e melhoria contínua são ferramentas imprescindíveis, (2) planejamento: fala-se muito sobre a relevância do plano, mas ele é pouco executado, dificultando, inclusive, o seu aprendizado, tornando-se chato e aparentemente desnecessário, (3) controle dos resultados: apreciar e comparar são atitudes que oferecem informações ao planejamento e ao ajuste de desvios, além de dar suporte à criação do hábito disciplinado aqui em mira.
Contudo, apesar de se dar destaque ao crescimento do líder, emerge importante preocupação: o liderado. Quando o chefe alcança melhor desempenho profissional por atingir maior estatura evolutiva, cumpre-se estimular os membros da sua equipe a patamares equivalentes, levando-os – os que desejam – a avançar e assumir com mais propriedade a gestão do seu próprio tempo. Acabou!

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